segunda-feira, setembro 24, 2007


Muito bem…estamos a evoluir!
Agora já não me mandam [Só] dormir!..feliz em ver que, até agora, a primeira alínea continua vazia…e com isto não vos pretendo relembrar da sua existência, nem fomentar o voto na mesma…
Ainda faltam três dias…
Votem! ou querem que eu fique na dúvida para sempre?? [ Cheirinho a recruta a passar para o blog…passaria ainda mais se me ouvissem falar…estou rouco!]

Eu ... Pandora!

É com imensa satisfação que entro nesta parceria com o Aquiles e a Selene ... desde já o meu agradecimento pelo convite :)))
Pandora .... fonte de energia, misteriosa, aquela que desperta curiosidade ...
Sou eu ... euzinha, misteriosa, que desperta muitas vezes curiosidade, e fonte libertadora de energia ... energia para dar e vender ...
Aos meus companheiros de escrita ... espero que apreciem a minha estadia.
Aos nossos leitores, que passem por cá sempre e que cada vez que venham, que saíam com o desejo de voltar rapidamente! :))))

Pandora

A nova Guerreira!

Meus caros, este espaço fez uma grande aquisição…abram alas para a famosa…a única…a talentosa Fabiana!
Devem conhecer a nova contratação do blog “ Voar no Infinito”
Neste blog vai assinar como Pandora…já vai dizer porquê.

Pandora…a bola está do teu lado..chuta!

sábado, setembro 22, 2007

Estupidamente feliz…

É assim que me tenho sentido ultimamente…estupidamente feliz.
Mandam-me fazer um trabalho que odeio…fazer de ama-seca a possíveis recrutas…ensinar pessoas que nunca irão aprender…correr mais do que as pernas querem…e, no fim, não consigo de parar de sorrir…estupidamente feliz.
Tratam-me mal e eu não fico enervado…fazem-me perguntas estúpidas e eu respondo com vontade…Acho estranho! Sinceramente, não é normal na minha pessoa.
Leio na sondagem “ Vai-te deitar!” e só me apetece escrever mais um texto…meu deus…acho que tenho que duplicar a dose dos comprimidos, esta já não está a fazer efeito.
Acordam-me de madrugada…duas vezes seguidas…e não me atiro ao pescoço do infeliz, pelo contrário rio-me e brinco quando o ameaço…É ESTRANHO!
E estou a escrever este texto e ainda não consegui parar de sorrir da estupidez do mesmo!
Acho que atingi a fase mais feliz da minha vida…podia ser perfeita, só falta uma coisa…muito importante, que é segredo =p…mas ela virá, e nesse dia…nesse dia vou poder afirmar com toda a certeza que sou, realmente, muito feliz!
Mas, mesmo assim…nunca fui tão feliz na minha vida…tenho que agradecer a muitas pessoas, elas sabem…fica aqui o meu obrigado.


PS :Já agora…para completar a minha felicidade…Selene…não queres escrever um dos teus textos que me deixam a pensar? Queria saber se, afinal, aquela vez foi mesmo a última..se foi a despedida…Por favor? Muito agradecido *.

sexta-feira, setembro 21, 2007

Porquê???


Mas porque é que toda a gente responde “Vai-te deitar!” na sondagem??
Eu não quero dormir…a noite ainda é uma criança…e eu ainda tenho que planear o contra-ataque.


L . ( Pensando em aderir ao celibato)

L. segundo Al

O texto que se segue é da autoria da, minha mui amada, Al…ainda não o li…porque tenho alguém atrás de mim a fazer por isso. Divirtam-se…eu vou começar a cavar o buraco para me esconder.


"Preparem-se para um discurso tipo candidatura à presidência da república, com uma diferença:

Aqui só serão lidas verdades!

Em primeiro lugar, como nota introdutória :
- Eu não sei escrever. A única coisa que eu escrevia bem eram cábulas, já lá vão uns anos.
- Eu não gosto de escrever. A único coisa que, ainda hoje, gosto de escrever são relatórios incriminatórios dos mauzões de Portugal.
- O L fez-me uma promessa irrecusável, por isso é que estou a escrever isto. ( ofereceu-se para fazer o JANTAR…lembrou-se também de ameaçar ir dormir para o sofá, eu quero acreditar que fui influenciada pela primeira.)

O que me foi pedido em troca :

As palavras dele – “ Escreves um texto sobre o je…para não parecer que sou imparcial, percebes? Assim podem ler a tua versão da história!”

Então, quem é o L?
- É um mulherengo! Sim, por muito que ele negue, adora saber que conseguiria mudar de mulher todos os dias se assim desejasse. É, portanto, um conquistador com muita lábia.
- É o sentimental cá de casa. É da boca dele que nascem frases como: “ Amorzinho violento da minha vida!”, “ Tão romântico!”
- O L é a madre Teresa de Calcutá encarnada em homem. Ajuda as desamparadas todas. Mencionei o feminino porque é a maioria.
- É o Dalai Lama das mulheres de Portugal. Elas seguem-no e ele discursa e sorri ( o famoso sorriso “ Já cá canta”). É, portanto, um líder incontestável.
- Tem um fragata de chatas, melgas, e loiras oxigenadas atrás dele, não que as loiras não sejam melgas…e chatas.
- É das pessoas mais impulsivas que conheço. Palavras como “ Mafioso” não devem ser-lhe dirigidas, sobe pena de provarem um dos famosos murros e pontapés dele.
- É viciado em ginásio, kickboxing, livros, e, claro, mulheres ( não adianta negares! Eu sei), este último tem estado controlado e centrado em mim…sim LOIRAS, em mim!
- É muitooooo ciumento. E passo a contar um episódio recente :
Quem é que daqui nunca foi abordado por um fornecedor de serviços de internet?? Eu fui, ontem. Dobrei o papel, enfiei-o no meio do livro e, sinceramente, nunca mais me lembrei dele…até o L decidir descer as escadas a trote e perguntar, muito branco, “ Quem é o Rui????”. Primeiro que eu conseguisse fazê-lo acreditar na minha versão, tive que suar muito.
- É um arrogante de primeira. Nunca se sabe quando é que ele está a ser arrogante ou sincero. As pessoas que ele não gosta, não costumam ficar com muito boa impressão dele.
- Tem mau acordar. Muito mau acordar. É capaz de blasfemar contra o despertador durante largos minutos antes de o desligar…por isso é que eu tenho muito cuidado quando o acordo.
- É teimoso.
- Quem diz que os homens não choram, não conhece o L. Ele chora quando tem de chorar e ri quando tem de rir. Faz parte do charme.
- O que consegue enervar o mais calmo dos seres humanos (tipo eu), como por exemplo uma frota de pitinhas histéricas, só faz o L rir e rir. Elas adoram-no, ele nem por isso, mas ri..eu disse que ele conseguia ser arrogante.

São estas coisas que fazem com que o L seja o meu tipo de homem.

Por agora chega. Um dia destes continuo.

Dou o texto por encerrado, alguma dúvida ou pergunta dirijam-na ao Aquiles e ele avisa-me, para assegurar o bem estar físico da suas costas, porque o sofá ainda não está descartado!
Eu ando por aqui, a proteger o território das frotas inimigas de chatas, perseguidoras…sem amor à vida.

PS: Já agora...L. és o tal.

Boas Noites!


Al ( De m9 pronta a disparar!)

quinta-feira, setembro 20, 2007

Sondagem

Eu…Aquiles…mais conhecido por arrogante egocêntrico com a mania da perseguição…venho por este meio pedir a vossas excelências para dispensarem um pouco do vosso precioso tempo a responder à sondagem que se encontra à vossa direita…sim, essa mesmo.
Chamemos-lhe curiosidade profissional…Sou perseguido por essa questão há meses, também sou exagerado…porque acabei de me lembrar de tal coisa.
Respondam ou eu…eu…EU CHORO ( Costuma resultar nos filmes!)

Muito agradecido…

Aquiles o arrogante egocêntrico paranóico ( com o sorriso “ Já cá canta” provisoriamente ausente)

Uma Taça para mim...


Bem…Não sei como, não me perguntem porquê, mas este blog reles acabou de receber uma taça muito gira…dourada e tal, oferecida pela minha companheira de longas conversas…Ana , que escreve no Voar no Infinito,http://sentimentossoltos.blogspot.com/…Ela um dia ainda me vai explicar o porquê da nomeação. Obrigado Ana =D

Um dos requisitos para ficar apto ao prémio é revelar os nossos sentimentos…

Pois bem, como me sinto?


Sinto-me muito bem, a vida corre-me maravilhosamente bem…quer no trabalho, quer pessoalmente.

Sinto-me amado e respeitado e sinto-me capaz de amar e respeitar…para mim isso chega.

E sinto-me mais leve…perdi dois quilogramas ( eu escrevo sempre tudo o que digo!)..ser pai tem destas coisas…

Não vou nomear ninguém em especial…Os blogs visitados por mim sabem..considerem-se, portanto, recebedores da taça.

Selene...passo-te o testemunho...Como se sente a menina??


PS : Um dia alguém me vai explicar porque carga de água é que eu não consigo por links..

domingo, setembro 16, 2007

Eu mereço...


Eu mereço…e para que não restem dúvidas…Eu mereço mesmo!
Desde pequenino…e quando digo pequenino é mesmo pequenino, tipo cinco anos, que tento sempre ter mais e mais.
Quando entrava numa loja com a minha mãe e ela me dizia: “ L, olha um livro tão interessante! Queres que a mãe to compre?”… eu dizia sempre “ Posso levar o carro também??”. ..Conclusão: Não trazia o livro nem o carro…arriscava-me, muitas vezes, a perder os meus direitos como detentor do comando da televisão.

Agora vocês pensam…” Mas que texto parvo, como o autor! Onde é que isto vai dar??”…ao que eu respondo “ Calma! Já vão entender…”.

…o que é que eu mereço?

Eu mereço uma mulher com um feitio igualzinho ao meu!

Hoje, domingo, efectuamos, como habitual, as nossas visitas de médico à minha sogra, à minha mãe, etc…no tempo que sobrou fomos a um local muito conhecido pelos ciclistas pouco civilizados ( isto explico noutro texto)…o parque das Nações!

Agora estão vocês a dizer: “ Sim…desenvolve!”

Passo então a explicar a minha frustração…

Em plena beira-rio a minha querida mulher…AL!...decidiu parar de observar o belo espécime da raça masculina ( que para quem não sabe..ou não entende, o que é muito natural, sou eu!...nos tempos livres sou também gabarolas…convencido e arrogante!)…para comentar os espécimes menos favorecidos que nos rodeavam…

“ Ela – Ahhh! A Primavera está, finalmente, a chegar [ em tom de velho afónico].
Eu- Huh? O que é que estás a dizer? [ Fazendo-me de estúpido…ok, sendo estúpido ]
Ela – Não estou a dizer nada...[ suspiro] Que rio tão bonito!
Eu- Al…o rio não é bonito, é o rio mais sujo de Portugal…Tu acabaste de comentar a aparência daquele coxo, maneta, visgolho, com pinta de homossexual???
Ela – Eu???? Nãoooooo![ Revira a cabeça] Achas mesmo que o âmbito da pesquisa dele são os homens??”

Concluindo…Sai de casa com dois maravilhosos espécimes masculinos ( eu e o Afonsinho, claro está) e queria voltar com três…quer sempre mais, sempre mais!

Não é caso para um homem ficar com os pensamentos a mil??


…Eu sei que não, mas digam que sim só para eu ficar contente…obrigado.

sexta-feira, setembro 14, 2007


Nos últimos tempos, tenho-me visto mais como pai do que como homem, (…muitos de vocês já estão a pensar numa frase de gozo para me dizer…podem esquecer), digo isto porque tudo o que eu faço é a pensar na minha família, nos meus filhos em particular.
Há umas semanas, por brincadeira, comprei umas t’shirts em tudo iguais, menos no tamanho…dei uma ao meu filho mais velho e fiquei com outra para mim…
Conclusão: Desde esse momento que tenho um pequeno clone.
O meu imperador entrou na fase em que imita tudo o que vê. Por exemplo, se eu tiro os sapatos, ele tira os sapatos, se eu pego no copo…ele pega no copo, se eu decido vestir uma camisa preta…adivinhem…certo, ele tem que vestir uma camisa preta.
Tenho vindo a constatar que ele me imita na maneira de falar…também. Eu digo muitas vezes “ Huh?”, ele decidiu adoptar a expressão e decide dizê-la cada vez que a ouve.
Agora vocês estão a perguntar: “ Ok…e o que é que eu tenho a ver com isso?”
Simplesmente não me lembrei de mais nenhum tema para escrever e já me sentia mal por não vir escrever alguma coisa…logo, se não gostaram, aceito sugestões de temas.


PS: Eu tenho lido tudo..tenho estado calado, mas não me esqueci.

Pensamento



“Ensinarás a voar…
mas não voarás
o teu voo.
Ensinarás a sonhar…
mas não sonharão
o teu sonho.
Ensinarás a viver…
mas não viverão
a tua vida.
Ensinarás a cantar…
mas não cantarão
a tua canção.
Ensinarás a pensar
mas não pensarão
como tu.
Porém,saberás que cada
vez que voem,
sonhem,vivam, cantem
e pensem…
estará a semente
do caminho
ensinado e aprendido.”

Madre Teresa de Calcutá

Dito por uma mulher que nunca foi, fisicamente, mãe…

quarta-feira, setembro 12, 2007

Não se pode forçar o “processo” de escrita pois não? Apetece fazê-lo, quer-se muito mas, por uma ou por outra razão, não se consegue... Desta forma, deixo apenas uma música que ouvi ontem... Simples mas, na minha opinião, cheia de conteúdo...


“Man gets tired
Spirit don't
Man surrenders
Spirit won't
Man crawls
Spirit flies
Spirit lives when man dies
Man seems
Spirit is
Man dreams
The spirit lives
Man is tethered
Spirit is free
What spirit is man can be …”

Waterboys

sexta-feira, setembro 07, 2007

A porta do quarto fecha-se bruscamente atrás de ambos! Quase imediatamente, como se fosse um caso de vida ou de morte e se necessitasse urgentemente de ar, os seus lábios unem-se... os braços atropelam-se na ansiedade de se voltarem a tocar... as horas que os separaram pareciam uma eternidade, demasiado longa para ser suportada de ânimo leve... os corpos reconhecem-se, moldam-se e tocam-se...

Seria hoje a despedida? Sim. Não?! Talvez...

Talvez cada um resolvesse seguir a vida que tinha escolhido antes. Uma vida que estava suficientemente preparada, estabelecida por eles e por outras pessoas que a partilhavam. Estavam conscientes, agora, que o que fora construído até então poderia viver durante muitos anos sem que os olhos de ambos se vissem. Era tão forte que sobreviveria a intempéries de tempo, distância e outras partilhas. O que tinham sentido, até ali, seria auto-suficiente, forte e perduraria independentemente do que o futuro e a vida possam trazer...
Sabiam-no. Como ninguém. Mas não falaram.

Ali os corpos completavam-se e os desejos mais profundos vierem à tona. Seriam apenas um. Aliás, creio até, que o foram sempre. Desconheciam e desconfiavam agora... ele adivinhava-lhe os pensamentos, ela as atitudes... ele completava-a, ela preenchia-o... ele ouvia-a atentamente, ela entendia-o na perfeição... ambos sonhavam, alto, riam-se dos sonhos, construíam vidas paralelas, viviam-na e ela ganhava vida... E, de tão reais que se tornavam as fantasias conjuntas, transformavam-se em actos palpáveis, com odor, com gosto e presentes!

O que viveram em conjunto nos dias anteriores tinha-os fortalecido... ou enfraquecido! As músicas ouvidas, escolhidas e interpretadas, dedicadas a um determinado momento, a um segundo apenas... as refeições sempre fugazes, entre risos e conversas rápidas, o degustar de uma comida que foi sempre considerada “inútil” já que o alimento vinha do sorriso, do olhar e do toque... as conversas mais ou menos filosóficas, mais ou menos sérias, mais ou menos intelectuais que apenas serviam para ouvir a voz de cada um deles e para observar as expressões do rosto... o espreguiçar de corpos nús, deitados na cama, entre lençóis, as mãos a percorrer e descobrir cada pedaço, a respiração partilhada que entretanto acalmou... aqueles momentos em que o mundo parou, literalmente, e o silêncio imperou entre os dois... as brincadeiras de almofadas, de força, de água, de cócegas que se desenvolveram infantilmente mas deixou-os livres... as palavras que disseram mais aquelas que não foram ditas e mais aquelas que ficaram por dizer e mais aquelas que não foram ditas mas sentidas em pensamentos... os cumprimentos tímidos de quem não se vê há horas e as despedidas dolorosas...

Seria hoje a despedida? Sim. Não?! Talvez...

A porta do quarto fechou-se, novamente. Pelo corredor apenas as não palavras. As pernas tremem e o coração ficou reduzido quase a pó. Despedem-se. Voltam costas e seguem caminhos opostos! Naquele momento toda a rua, todos os carros, todos as casas, todas as pessoas parecerem insignificantes... estranhamente desnecessárias!!
Em passos diferentes... em direcções opostas... o ser que era “um” voltou a dividir-se e, desta vez, apenas o une o mesmo pensamento: o pretérito nunca existiu, o presente passou rapidamente a passado e o amanhã já não lhes pertence...

Terá sido aquele dia a despedida? Talvez...

terça-feira, setembro 04, 2007

ARACNO-bllhheck-FOBIA

Com este título não há que enganar sobre o teor do meu texto. Há falta de melhor, descrevo-vos quatro situações. Apenas os actores secundários se repetem. As actrizes principais, todas elas personagens-tipo, embora da mesma raça, possuem características distintas. Apresento-as.

Miquinhas – a aranha campestre ( é robusta, de pêlo na venta, rechonchuda e imponente. Mexe-se como ninguém e é activa. As suas teias estão por todo o lado porque é trabalhadora e perspicaz).

Maria Emília – a aranha citadina (êxodo rural – saíu do campo e veio viver para a cidade. Desde aí mudou de nome. Agora é Lili. Um petit nom que se coaduna com a sua falta de pêlo, fruto da depilação a laser, da sua estrutura delgada e pose altiva. As suas teias, normalmente, ficam sempre perto de um espelho ou de um vidro. Vá-se lá entender o porquê destas bichices).

X8 – a aranha futurista ( Fina, quase sem cor e esquiva. Esconde-se nos nossos aparelhos electrónicos, nos buracos mais pequenos e gosta de construir teias em dois locais específicos: ou atrás de televisões, mantendo-se sempre informada, ou em carros, adora viajar).

Edna – a aranha estrangeira ( esta, de nacionalidade caboverdiana. É estranha, diferente e mais à frente compreenderão porque razão faz parte de um grupo minoritário. De média estatura destaca-se pelo ar exótico e queimado do sol.)

Apresentadas que estão as protagonistas partilho convosco os filmes.

1ª Situação
Na aldeia dos avós:
- Vai lavar as uvas antes de as comeres. Estão cheias de sulfato. Faz mal.
- Avôôôôôôô... está uma aranha gigante na lava-louças....
- E?
- Não consigo lavar as uvas assim...
- Deixa-te de fitas. Antes de chegares já ela estava aí. Respeita-a.

Conclusão: Não lavei as uvas. Comi-as mesmo assim. Diarreia no dia seguinte.
Resultado: Um ponto para a Miquinhas.

2ª Situação

Cidade Universitária. Oitavo andar. A minha vez de trocar de bilha (salvo seja!) de gás. Dirijo-me ao elevador. A porta abre-se:
- Susaaaaaaaaaanaaaaaaaaaa...
- Sim? O que foi?
- Está uma aranha enorrrrme no espelho do elevador. Não consigo entrar.
- É assim tão grande para não caberes?
- Tenho medo. Vá, anda cá.
- Não posso. Lamento. Acabei agora de pintar as unhas dos pés.

Conclusão: oito andares a descer a pé, oito andares a subir com uma bilha de gás cheia e pesada.
Resultado: A Lili levou-me à letra. Um ponto para ela.

3ª Situação

Viagem de carro. Numa via rápida. Subitamente, do espelho retrovisor, desce uma aranha, senhora do seu nariz, como se partilhasse comigo a mensalidade do carro, ao banco. Piscas e páro bruscamente na berma. Alguns minutos mais tarde e outro carro se junta a mim.
- Então menina o que se passa?
- Vai achar que sou doida mas está uma aranha gigante no meu carro.
- (rindo) Onde? Vou apanhar a sacana.
- Já está?
- Não a vejo, acho que fugiu. Ou morreu de susto com a sua travagem.
- Não posso seguir viagem sabendo-a aí!
- Olhe o mais certo é ter escapado no momento em que abriu a porta!
Alegrou-me mas não me convenceu. Segui viagem. Que remédio!

Conclusão: Dinheiro gasto numa limpeza extra de interiores.
Resultado: Vencida uma vez mais. Numa guerra desigual!!

4ª Situação:
- Bavvvvvvvaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa....
- Diga menina!
- Está uma aranha esquisita na outra janela do meu quarto!
- É esquisita porque é a única no mundo que não faz teia. Apanha os bichos no ar.
- Lindo. Uma raridade e logo na MINHA janela????
- Não fazem mal menina.
- Mas estão em vias de extinção?
- Quê?
- Se há muitas?
- Sim, por todo o lado..
- Então venha cá cima, por favor, assassinar esta...
- Agora não posso menina...

Conclusão: noite mal dormida, janela aberta, corrente de ar vinda do mar, demasiado fresca, constipação certa.
Resultado: One point to Cabo-Verde; Zero to Portugal. Edna é miss.

Alguém me disse que deveria ver o filme “Aracnofobia” para perder o medo. Não sei quem foi o/a iluminado/a. Não resultou. Durante meses sacudi todo o meu calçado antes de o calçar; andar de mota nem pensar porque isso implicava colocar um capacete; quando entrava na cave da casa dos meus pais examinava cada canto meticulosamente e, talvez o mais grave, eduquei o meu ouvido na direcção dos grilos. Supreendido/as??!

É que onde há grilos não há aranhas grandes...

Bllhheck....

domingo, setembro 02, 2007

Um dia de praia...

Manhã de Agosto. Sol. O vento, misteriosamente, desapareceu. À frente dos meus olhos, na linha de horizonte, apenas o mar. A praia que escolhi é quase deserta. Quase.
Estendo a toalha, dispo o vestido, e deito-me confortavelmente na areia na esperança de disfrutar ao máximo a minha leitura. De David Mourão Ferreira, o livro. Um dos meus escritores preferidos. Abro o livro e leio-o enquanto o sol me toca na pele e a vai queimando. Entrego-me a esta sensação fantástica de pertencer à Natureza: a pele é do sol, o corpo encaixado na areia fina e os sentidos direccionados apenas para o barulho e sabor do mar! Devoro as palavras. Chego a querer parar a minha leitura. É quase como saborear uma refeição que, por estar tão saborosa, apetece comer devagarinho para esmiuçar cada sabor e condimento... Não quero apressar nada.
Gostaria de ser esta mulher que o escritor define. Nunca li descrição mais fiel e pormenorizada. Nunca conheci ninguém que falasse tão bem de e sobre mulheres como ele. Penso que talvez as conhecesse bem demais ( se é que isso é possível). Descobre-lhes os defeitos mais mesquinhos e poeirentos e exibe e enaltece as qualidades de Deusas que diz possuirem. Ama-as e admira-as...
Entretanto, quase em simultâneo, juntam-se a mim, na minha praia deserta, dois casais. Estrategicamente, ou não, fico no meio deles. Mais uma vez interrogo interiormente: por que razão com tanto espaço à volta as pessoas gostam de estar pertinho umas das outras?? Será que é por uma questão de segurança?? Não que eu tenha a veleidade de pensar que estes casais simpáticos vejam em mim uma salva-vidas mas talvez pensem que “como é novita e tal (eu não disse que eram simpáticos??!!) talvez tenha boa goela para gritar por socorro!” Ok, novita sou, tenho boa goela, também é verdade, mas odeio gritos! Adiante.
Dois casais, dois guarda-sóis, os devidos sacos e três criancinhas que, entretanto, encetaram uma luta dolorosa com a roupa que trazem vestida... a vontade de brincar está espelhada nos seus olhos.
Atenta a estas coisas de “educação” dou por mim a ocupar o meu tempo a observar e “ouvir” (é inevitável) estas famílias vizinhas à minha toalha.
Ambos são casais novos. O da minha direita tem apenas um filho (4/5 anos); o da esquerda vem equipado com dois (um rapazito de ¾ anos e outro mais velhito um pouco). And now, find the differences:

O casal da direita chegou, abriu o guarda-sol, estendeu as toalhas, despiram toda a roupa que foi atabalhoadamente colocada em cima de um qualquer saco, não espalharam creme algum pelo corpo (talvez o tivessem feito ainda em casa) e :
- Queres o balde João?
- Na quéo...
- Queres a pá?
- Na quéo...
- Anda cá para te pôr o chapéu...
- Na quéo
(Zangado)
- Queres, queres ( a mãe colocou-o, o filho atirou o dito chapéu ao chão e ficou tudo bem)
- Não dispas os calções filho!
- (Despiu)
E fizeram-se ao mar. Todos sem chapéu e um membro pequenito a fazer nudismo. Na areia molhada, saltaram, riram, criaram fortalezas, atiraram areia uns aos outros e brincaram como se todos fossem da mesma idade! Na hora do banho o pai pegou no miudo, levou-o à água mas dada a relutância do filho em encarar as ondas, devolveu-o à margem para chapinhar ao seu ritmo. De quando em vez ele chamava os pais para o verem a dar um mergulho na areia / água, dependendo das ondas...

O casal da esquerda chegou, abriu o guarda-sol, estendeu as toalhas, despiram-se todos sozinhos e entregaram a roupa à mãe que, meticulosamente, a arrumou nas varetas do guarda-sol azul, o pai começou a espalhar o creme pelos corpos das crianças e só parou quando estas ficaram brancas como a cal e, depois, inesperadamente, pelo menos para mim, diz-lhes para se sentarem na sombra, perto da mãe. O pai vai à água, traz os baldes cheios e entrega-os para que possam brincar mesmo ali. Os dois futuros arquitectos edificaram um castelo digno de um conto de fadas... mas sempre acompanhados pelas frases imperativas dos pais:
- Cuidado com a areia. Para a toalha, não!
- Não te quero ao sol!
- Não metas a pá à boca!
- Pede ao pai para ir buscar mais água. Não te quero no mar sozinho!
- Não dispas os calções. A pilinha constipa-se e depois espirra!
(Juro-vos que ouvi isto!)
Entre uma ordem e outra a mãe, pacientemente, lá os ajudava e estava sempre a perguntar-lhes se tinham fome ou sede. Na altura do banho, saem da sombra e rumaram ao mar. Os quatro. Os miudos eram engraçados e íam ao saltos e a gritar. Nem as braçadeiras do Noddy lhes travavam os movimentos. O pai pega no mais novo ao colo. Entra na água. A criança grita. Não quer. Impávido e sereno, o pai mergulha mesmo assim. O mais velho pensando que a sua sorte seria a mesma, desata a correr, obrigando a mãe a fazer o mesmo. E quando pára a mãe segura-lhe na mão e diz-lhe qualquer coisa que o acalma. Felizmente, num acto de inteligência, o pai desiste e brinca com ambos na areia molhada. Já passou.
Visualizando todos os pormenores faço as minhas comparações... eu que não sou mãe e que desconheço algumas destas preocupações enquanto filha adulta que sou e filha pequena que já fui... Reprovo alguns destes comportamentos e reflicto sobre outros. Qual será a educação mais apropriada para as nossas crianças? A permissiva ou a rigorosa? Será que há um ideal ou é antes a combinação das duas que funciona melhor? Não vi nenhuma destas crianças de que vos falei “infeliz”... e têm, a meu ver, perspectivas completamente diferentes!
O casal da esquerda “corta” constantemente os movimentos dos seus filhos. A palavra “não” é uma constante e vocábulo fácil. A liberdade, conceito tão digno de um dia de praia, é quase inexistente. Protegem mas não deixam que os filhos vivam a areia, o mar e o sol. Mostraram-se sempre muito cuidadosos e atentos. Preocupados.
O casal da direita solta as “rédeas” ao petiz... deixa-o correr, nem que seja em cima das pessoas que os circundam, deixa-o cair, deixa-o provar areia, se ele quer tirar os calções tudo bem, se não quer comer então come mais logo, se quer berrar que berre, se quer todas as toalhas menos a dele então assim será, se quer chamar má à mãe só porque ela o repreendeu por causa da areia que ele lhe atirou está tudo fantástico... Deixaram fazer tudo o que ele queria, é certo, mas para isso “anularam-se”...
Tudo, em tudo, distinto. Duas famílias completamente diferentes com crianças que serão, inevitavelmente, diferentes no futuro...
E chego à conclusão que é fácil criticar e apontar o que está menos bem feito, de acordo com o nosso ponto de vista! Só assim me parece mais justo fazê-lo. O difícil, tenho a certeza, é educar porque não há regras, nem livros de ajuda, porque todos somos diferentes e porque a vida que é a de hoje não será, com toda a certeza, a mesma de amanhã...
Pego no meu livro novamente... Onde ía eu???
David Mourão Ferreira idolatra as mulheres...

domingo, agosto 26, 2007

E se tu não existisses...



Tenho que admitir que nunca me lembraria deste cantor se não tivesse visitado um dos blogs que faz parte das minhas leituras diárias…

E se tu não existisses?
Diz-me...por que existiria eu?
Para vagar num mundo sem ti,
Sem esperança e sem lembranças.

E se tu não existisses?
Eu teria que inventar o amor,
Como um pintor que vê sob os seus dedos,
Nascerem as cores de um dia,
Que não voltam mais.

E se tu não existisse?
Diz-me...por quem existiria eu?
Estranhas adormecidas nos meus braços
Que eu não amaria jamais

E se tu não existisses?
Eu seria um ponto a mais,
Neste mundo que vem e que vai
Eu me sentiria perdido,
Eu precisaria de você!

E se tu não existisse?
Diz-me...como existiria eu?
Eu poderia fingir ser eu
Mas eu não seria verdadeiro.

E se tu não existisses?
Eu creio que não teria encontrado,
O segredo da vida, o porquê,
Simplesmente por acreditar em ti,
E por te olhar.

E se tu não existisses?
Diz-me.. por que eu existiria?
Para vagar num mundo sem ti,
Sem esperança e sem lembranças.

E se tu não existisses?
Eu teria que inventar o amor,
Como um pintor que vê sobre os seus dedos,
Nascerem as cores de um dia,
E que não voltam mais.

sexta-feira, agosto 24, 2007

Se eu fosse...


Se eu fosse uma árvore... seria uma macieira ( pancada por maçãs)
Se eu fosse um símbolo químico... seria o Md (Mendelévio – é dos mais estranhos que encontrei)
Se eu fosse um animal... seria um golfinho. Alia água, inteligência, bom humor e meiguice. Agradam-me todos.
Se eu fosse um carro... seria o carocha do meu avô. Branco, clássico e eterno.
Se eu fosse uma música... seria “Butterfly on a wheel – The Mission”, porque sim, porque me agrada o ritmo e porque me marcou... “Wise men say all is fair in love and war,There's no right or wrong in the design of love…”
Se eu fosse apenas uma palavra… seria “paz” porque é global. Abraça todas as outras.
Se eu fosse um gesto... seria um beijo. Há coisa melhor?????
Se eu fosse uma profissão... seria bailarina. Deixar o corpo falar.
Se eu fosse uma estação do ano... seria o Inverno. Lareira, chuva, frio, cobertores. Combinação perfeita.
Se eu fosse uma figura mítica... seria Inês de Castro. Amou e foi verdadeiramente amada.
Se eu fosse um livro... seria o Livro do Desassossego, Fernando Pessoa. Só lendo.
Se eu fosse uma comida... seria um Bacalhau com natas. Porquê? Porque automaticamente o associo a um jantar mais demorado, acompanhado por um vinho verde fresquinho. Eu levo o meu tempo e, às vezes, também sou “fresca” eheh
Se eu fosse uma personagem de um conto... seria o menino do conto “A Estrela” de Vergílio Ferreira. Não há nada como acreditar piamente nos nossos sonhos mesmo que o mundo se volte contra nós.
Se eu fosse um líder... seria Nelson Mandela. Pela capacidade imensa de perdoar e viver.
Se eu fosse uma peça de mobiliário... seria um espelho. Grande. Na entrada. Onde as pessoas se reflectissem e mirassem aquilo que realmente são.
Se eu fosse um elemento da natureza... seria o vento. Aquele vento matinal de uma manhã de Verão perto do mar. O cheiro traz histórias de longe, toca e arrepia a pele. (Ok, há gente que provavelmente diria que eu seria mais um "Dean", más línguas dá nisto).
Mas se eu realmente pudesse escolher entre o que sou e o que poderia ser... não mudaria nada. Sou assim, respeito-me. E assumo as qualidades e os imensos defeitos.

segunda-feira, agosto 20, 2007

A minha mulher!

Hoje vou falar da pessoa que resgatou o meu coração na época mais difícil da minha vida e que, agora, comanda todo o meu ser…como é lógico, vou falar da minha mulher.

Vou apresentar alguns vídeos que, garanto, valem mais que mil descrições…

Vídeo um – Isto já aconteceu! Garanto que a minha mulher é assim…quem nos conhece pode confirmar.



As manias :

- Adora dizer coisas como :
* “ Daqui a pouco estás a comer os azulejos!”
* “ Não tens amor à vida”
- Não gosta que a considerem inferior por ser mulher…quem a considerar está, literalmente, tramado.

- Adora arrombar portas…passo a explicar.
A Al tem um fascínio inimaginável por portas, a primeira coisa que ela desmontou quando era pequenina foi uma maçaneta da porta, seguiram-se as dobradiças…A primeira coisa que ela me disse ao ouvido foi : “ Está a tentar derrubar a porta com o poder da mente??”…só porque eu estava a pensar como iria entrar num edíficio.
Continuo a dizer que, uma das razões que a levou a entrar na polícia foi o facto de, inevitavelmente, ter de arrombar algumas portas.
Os vizinhos devem ficar assustados quando ouvem as nossas conversas…”Ela : Queres que mande a porta a baixo?? Eu : Não Al! Não quero que mandes a porta abaixo…eu tenho chave!”

- Não se dá, definitivamente, bem com mulheres fúteis…daquelas que gritam por tudo e por nada…temos isso em comum.

Não existem impossíveis para a minha mulher…qualquer tentativa de favorecimento devido ao facto de ser mulher…não será muito bem aceita ( é melhor não tentarem…a sério).

A minha relação com a Al, ao longo dos anos tem sido, definitivamente, diferente.
Andamos sempre a competir entre nós…um simples jogo de computador pode despoletar uma guerra civil nas nossas casas, basta um de nós estar a ganhar.
Nos almoços de amigos, família, não podemos ficar muito longe um do outro…nós arranjamos maneira de comunicar.
Não podemos, definitivamente, trabalhar juntos…quando duas pessoas querem mandar, alguma tem de ficar a perder.
Apesar da sua aparência fria e racional...consegue ser umas das mulheres mais sensiveis e carinhosas que tenho o prazer de conhecer.
Estão aqui algumas das razões pelas quais eu a amo com todas a minhas forças…aposto a minha vida em como não existe ninguém com uma relação mais forte.



Vídeo dois

Este filme resume em poucos minutos grande parta da nossa relação…até os actores são idênticos em termos de estatura, vozes…etc. Vejam o filme, prestem atenção à música…riam um bocado.

domingo, agosto 19, 2007

O meu mais velho...

Ele : Quero brincar com o mano! ( soa como “ Quelo blincarrrrr com o manu!)
Eu : O mano está a dormir agora. Podemos brincar os dois.
Ele: Mas eu quero o mano! ( “ ma eiio quelo o manu!”)
Eu: Filho, o mano é pequenino, tem de dormir…
Ele: Ele está sempre a dormir! ( “Eile tá semprrre a dormirrrr!”)

O meu filho mais velho está na fase que eu chamei de “R”…ora ignora essa letra do alfabeto ou carrega demasiado na mesma…escusado será dizer que eu passo horas e horas a rir quando o ouço falar.

Gosta muito de ficar a olhar para o irmão, embora não compreenda muito bem porque razão está sempre a dormir…Ainda não começaram os ciúmes. Ainda bem!