domingo, setembro 30, 2007

Lembranças ...


Porque os sorrisos, esses ... se soltam a cada minuto
E a cada momento, os seguras na tua memória...
Como quem guarda um segredo ...
Sem medo, de não o saber guardar ....
E os gestos, que se perdem no horizonte ...
Perto daquele monte, onde um dia te ouvi cantar ...
Palavras murmuradas de cores vivas radiosas ...
Com cheiro a rosas ...
Nesse teu secreto jardim ...
E foi assim ...
Que me lembrei de ti!
Pandora

sexta-feira, setembro 28, 2007

Alguém lhe toca no ombro… suavemente…

Ela abre os olhos e fixa-os na prateleira de perfumes que tem à sua frente… não, não pode ser… O tempo esticou-se novamente… e pela sua cabeça correram mil e uns pensamentos, mil e uma probabilidades… tinha a certeza que no momento em que se voltasse para encarar quem queria a sua atenção, quebraria o encanto… ou talvez não!

Apetecia-lhe eternizar aquele momento de dúvida… Fingir que era ele! Imaginar que ele pensou nela e ela nele exactamente à mesma hora, no mesmo local… Quase juraria que os dedos que lhe tocaram o ombro lhe pertenciam. Mas não… sabe que sonhar só a tem magoado ainda mais! A realidade era bem mais cruel… iria finalmente ganhar coragem para se virar… fá-lo-ia sem medo até porque a decepção era a garantia final.

Quase em câmara lenta volta-se…

Naquele preciso momento o tempo espacial sofre outra alteração: não se esticou nem prolongou… simplesmente… parou. A música deixou de se ouvir, as pessoas ficaram estátuas, mudas, e o espaço, que outrora fora amplo, ficou reduzido a míseros centímetros.
Ele estava ali à sua frente. Tinha vindo ao seu encontro e, quem sabe, até a esperava… estava de olhar sério e preocupado. Ela reparou que os seus lábios estavam secos e os seus olhos denunciavam cansaço. Olharam-se profundamente. Calmamente. Ninguém falou.

Ela aproxima-se mais dele. Solta uma das mãos do frasco que ainda segurava religiosamente e leva-a à face dele. Sente a pele macia. Toca-lhe nos olhos, nas sobrancelhas, nos lábios. Convencida de que ele é real procura a mão dele…encontra-a gelada. Agarra-a e aperta-a contra si. Finalmente ele esboça um sorriso tímido. Parece perceber, também, que é ela… que ela está ali, presente!

Num movimento brusco puxa-a para si… os corpos colam-se e ficam imóveis… ambos fecham os olhos e entregam-se a um abraço apertado… ele toca-lhe no cabelo, sente-o por entre os dedos… passeia as mãos pelo pescoço dela e beija-o suavemente… ela crava as mãos nas costas dele!

Sentiu vontade de lhe dizer tanta coisa, de tantas maneiras diferentes: gritar-lhe por se ter demorado tanto, por teimosamente permanecer longe e por ter suportado as saudades durante aquele tempo; dizer-lhe que a vida sem ele não fazia sentido e admitir que com ele seria tudo menos fácil, sussurrar-lhe ao ouvido que o queria como nunca tinha desejado ninguém na vida; reconhecer a falta dele mas, da mesma forma, afirmar que a vida tem de continuar… pedir-lhe secretamente que fujam ambos dali, que desapareçam do mundo real e que se escondam num local secreto só deles mas, ao mesmo tempo, reconhecer que a coragem dele não chega para os dois, que ela é cobarde… garantir-lhe que o sorriso dela depende, inevitavelmente do dele… agarrar-lhe com força os colarinhos, puxá-lo contra si, encostar a sua cara à dele e acentuar que o vazio deixa de existir quando ele está por perto…

Naquele dia que em tudo se previa normal, ele quebrou-lhe todos os pensamentos… Afastou-se um pouco, prendeu a sua mão à dela e proferiu, finalmente, as primeiras palavras. Fê-lo de forma segura, firme, rápida e quase autoritária. Pareceu gritar apesar de ser nada mais do que um suspiro.

“ Quem disse que há momentos e horas para se amar? Segue-me…”

De um momento para o outro a vida voltou ao normal, como se um ser algures por ali tivesse carregado no play no filme da vida de todos os outros… A música, essa, regressou baixinho…

Ela seguia-o…

quinta-feira, setembro 27, 2007

Ok...já que é isso que querem...


A caminho da cama

Quem diz que Amor é falso ou enganoso,
Ligeiro, ingrato, vão desconhecido,
Sem falta lhe terá bem merecido
Que lhe seja cruel ou rigoroso.

Amor é brando, é doce, e é piedoso.
Quem o contrário diz não seja crido;
Seja por cego e apaixonado tido,
E aos homens, e inda aos Deuses, odioso.

Se males faz Amor em mim se vêem;
Em mim mostrando todo o seu rigor,
Ao mundo quis mostrar quanto podia.

Mas todas suas iras são de Amor;
Todos os seus males são um bem,
Que eu por todo outro bem não trocaria.

Luís de Camões

A rotina diária regressára...

O trabalho, as refeições rápidas e mal tomadas, as idas à sua terra no final da semana,em busca de algo que nem ele próprio sabia definir...
Talvez fosse a vontade de rever a família, de falar das traquinices que fazia em miudo com os seus amigos...
Ou talvez fosse, simplesmente, falar sobre ela com alguém. Nunca o fazia...não porque não tinha vontade, claro que tinha, gostaria de dizer a todo o mundo aquilo que ela era, o que representava para ele,mas nunca o fazia...
Além disso quem é que acreditaria??
Quem é que acreditaria que existe alguém que nos faz sorrir todos os dias?
Que nos faz assim tão feliz?
Que nos faz ter vontade de ser melhores pessoas?
Que faz dum momento banal,a experiência mais enriquecedora das nossas vidas?
E tudo isso sem estar presente fisicamente?
Só pessoas muito especiais têm esse dom.

Quem o conhecia melhor sabia que ele andava diferente, apesar de ser alguém bem disposto, aquele não era o sorriso de sempre... Notavam-lhe diferenças, diziam-lhe que parecia até viver num mundo diferente...e, realmente, vivia.
Perguntavam-lhe vezes sem fim o que se passava, ele limitava-se a responder o mínimo. Insistiam...ele sorria.
Quando regressava a casa, sentava-se por breves instantes e imaginava-a ali... O seu cheiro, o seu toque, a sua voz, o seu sorriso...
Pensava no quanto seria bom tê-la ali... naquele momento... Ouvi-la falar, vê-la sorrir, ver aquele seu jeito envergonhado quando ele a fixaria nos olhos...
Todos esses pensamentos pareciam ser reais... ele tinha a certeza de que a ouvia falar,de que a via rir, de que a sentia respirar...
Entretanto voltava a si e olhava em direcção à janela, aproximava-se dela e olhava para a rua deserta... Nada se passava.
Tinha vontade de a ver,de estar com ela... as saudades sufocavam-no...
Não lhe apetecia estar em casa... saiu,pegou no carro e foi até uma esplanada. Sentou-se e observava em seu redor... Observava tudo e todos,via os namorados a abraçarem-se, beijarem-se e imaginava-se com ela... Todos os carros parecidos com o dela, ele observava-os atentamente... afinal,nunca se sabia...
Ficou ali algum tempo...a observar...a imaginar...a pensar...
Queria ter a coragem de se sentar no carro e ir... jà o tinha feito três,quatro,cinco vezes e nunca tinha chegado ao seu destino... Fazia o trajecto na sua metade e acabava sempre por regressar ao ponto de partida. As perguntas que o assaltavam durante o caminho impediam-no de prosseguir...
Mas hoje sentia-se diferente...as perguntas e as respostas?? Não queria pensar nelas...
Entrou no carro... e foi...

quarta-feira, setembro 26, 2007

Divagações ...

Ele :

"Pareço um puto quando te vejo ... quando fico a olhar-te assim ... serenamente! Só eu sei como este querer me percorre a alma, de uma ponta á outra em segundos ... como dói, este doce querer, este doce arfar que me sai do peito, em jeito de agonia por apenas te poder olhar... e é tão lindo, ver-te assim, adormecida, nessa doce expressão celestial, onde não existe bem nem mal ... dói querer assim e não poder ... tocar, cheirar, sentir, ver sorrir ... os actos de loucura pagam-se com preços muito altos, juros que não acabam nunca ... e eu paguei!
Cada sorriso teu, é um amanhecer, mais brilhante que o próprio Sol, essa estrela divina, que nos indica que mais um dia chegou, não a mim, que para mim o meu dia só começa quando vejo o teu doce sorrir ... ficas linda vista daqui ... serena, calma, raio de luz replandescente ... e nunca foste minha! Nunca! ... Só eu sei o que sinto, quando fecho os olhos e não estás.
Só eu sei como fico, quando choro o tempo que perdi; os momentos que poderiam ter sido vividos ... e este amor que sufoca o peito provoca mágoa, e a mágoa que sinto, só desaparece quando finalmente me deito a teu lado, e passo os dedos no teu cabelo, que cheira a jasmim no meu pensamento ... é um tão bem querer... amar-te sem limites, sem preocupações, como um amor deve de ser vivido, pleno de sentires ... lá fora chove, a janela está semi aberta .... inclino-me para te sentir e uma lágrima minha acorda-te. Levantas-te, olhas o Mundo lá fora, vês como chove e pensas que a minha lágrima foi um pingo de chuva trazido pelo vento ... estou atrás de ti .... sentes a brisa nos teus cabelos ... fechas a janela e eu recuo!
Pareço um puto quando te vejo .... só me apetece sorrir ...
Deitas-te e voltas a adormecer ....
Dou-te um leve beijo, tiro as asas, coloco-as a um canto e deito-me a teu lado .... a ver-te dormir!"
Pandora

terça-feira, setembro 25, 2007

Depois daquele dia nunca mais se cruzaram. Sentiam-se no mesmo País, sabiam-se em cidades diferentes, pressentiam-se quando algo corria menos bem, ouviam-se quando chegava a hora do silêncio… tinham a certeza da existência um do outro. Algo permanente, forte e presente. No entanto, em nenhuma altura, se encontraram… nem no canto deles nem em outro local qualquer. Tudo foi estranhamente natural: não se apresentaram nem se despediram. No íntimo talvez soubessem que uma despedida seria impossível e sem sentido!

Aquele seria um dia como tantos outros. Levantar cedo, correr contra o tempo e entrar no local de trabalho com o sorriso e a disposição que lhe eram sua característica. Muitos já a tinham abordado algumas vezes gabando-lhe a felicidade quotidiana, o trabalhar com a calma necessária… outras tantas vezes ela agradeceu a simpatia mas interiorizou tristezas que, em nada, se identificavam com aquele estado de espírito. Sentada na cafetaria reparava nos outros que a rodeavam, observava comportamentos e partilhava conversas triviais. Queixas, sobretudo queixas era o tema principal. Ninguém estava satisfeito com o que tinha, aliás, nem ela própria estava. Nunca o confessou. Teve, porém, a certeza que muitas daquelas pessoas nunca tinham vivido o que ela viveu em apenas semanas. Sabia-o. Imaginou que muitos deles não soubessem o que é sentir-se dentro de alguém. Como sendo parte de um todo. Como complemento. Como prolongamento de algo que só existe quando há soma de dois. De um “eu sou tu”… Tristes por desconhecerem o que ela conheceu com todos os sentidos, com o corpo e com a alma… Será esta a razão da sua “felicidade”: não vive o amor no presente mas respira-o porque ficou-lhe tatuado no corpo.

Depois do dia de trabalho arrastou-se até ao centro comercial perto de casa. A lista ficára esquecida em casa, como sempre, e durante a viagem de carro apontava-a mentalmente. Nada poderia ser esquecido porque, a cada dia que passava, detestava mais a “ida às compras”! Estacionou o carro. Fez a chamada habitual aos pais e entrou.

Muita gente. Muito barulho, alguma confusão… não sabia porque razão aquilo acontecia mas, de quando em vez, procurava-o na multidão. Procura sempre esperada vã, mas mesmo assim fazia-o… Alguém tinha o andar semelhante… outro o cabelo… outro ainda os olhos… mas nunca ele!! Engendrava mil e umas razões para ele, por casualidade, aparecer por ali… uma saída planeada ou não, trabalho, saudades dela, um passeio, qualquer coisa mais ou menos plausível que obrigatoriamente exigisse a presença dele ali. Chegava sempre à mesma conclusão: nada, nada o faz estar ali. Uma conclusão tardia. Feita praticamente à porta de casa.

Porventura poderia ser considerada louca e alienada do mundo terrestre mas há muito que ela tinha desistido da ideia de se preocupar com o que os outros pensam: sobre ela ou sobre a vida.

Talvez por isso, naquele dia que, em tudo, seria igual a todos os outros, não tenha percebido porque lhe apetecia tanto cheirar o ser que ele era… Era algo quase incontrolável. Como um qualquer vício. Precisava de o sentir mais perto e essa seria a forma mais real e possível. Rapidamente elegeu uma qualquer loja de perfumes para pôr em prática o seu plano.

Entrou com a confiança própria de alguém que vai comprar um presente perfumado e que sabe exactamente aquilo que quer. Dirigiu-se paulatinamente à secção de Homem. Pousou os olhos em várias embalagens e apeteceu-lhe, quase instintivamente, sentir algumas fragâncias. Não o fez. Como apreciadora amadora de odores embalados sabe que o sentido seria perturbado por outros cheiros e não aproveitaria na íntegra o eleito.

Viu-o finalmente. Sabia o nome de cor. O interior do frasco também estava gravado em si mas hoje, naquele dia normalíssimo, queria senti-lo mais forte, mais presente, mais intenso.
Pegou no frasco e, contrariando o papel rectangular que pedem para utilizar, levou o frasco ao nariz. Fechou os olhos e por segundos… milésimos de segundos talvez… sentiu os lábios dele, as mãos pelo seu corpo, o abraço forte… de olhos fechados conseguiu vê-lo a rir de tudo o que ela dizia, desenhou-o sentado à mesa, deitado na cama… ouviu-o a ordenar que se calasse e o beijasse, ouviu as juras de amor sem um único “talvez”, sem uma única promessa… sorriu ela também…

Alguém lhe toca no ombro… suavemente…















segunda-feira, setembro 24, 2007


Muito bem…estamos a evoluir!
Agora já não me mandam [Só] dormir!..feliz em ver que, até agora, a primeira alínea continua vazia…e com isto não vos pretendo relembrar da sua existência, nem fomentar o voto na mesma…
Ainda faltam três dias…
Votem! ou querem que eu fique na dúvida para sempre?? [ Cheirinho a recruta a passar para o blog…passaria ainda mais se me ouvissem falar…estou rouco!]

Eu ... Pandora!

É com imensa satisfação que entro nesta parceria com o Aquiles e a Selene ... desde já o meu agradecimento pelo convite :)))
Pandora .... fonte de energia, misteriosa, aquela que desperta curiosidade ...
Sou eu ... euzinha, misteriosa, que desperta muitas vezes curiosidade, e fonte libertadora de energia ... energia para dar e vender ...
Aos meus companheiros de escrita ... espero que apreciem a minha estadia.
Aos nossos leitores, que passem por cá sempre e que cada vez que venham, que saíam com o desejo de voltar rapidamente! :))))

Pandora

A nova Guerreira!

Meus caros, este espaço fez uma grande aquisição…abram alas para a famosa…a única…a talentosa Fabiana!
Devem conhecer a nova contratação do blog “ Voar no Infinito”
Neste blog vai assinar como Pandora…já vai dizer porquê.

Pandora…a bola está do teu lado..chuta!

sábado, setembro 22, 2007

Estupidamente feliz…

É assim que me tenho sentido ultimamente…estupidamente feliz.
Mandam-me fazer um trabalho que odeio…fazer de ama-seca a possíveis recrutas…ensinar pessoas que nunca irão aprender…correr mais do que as pernas querem…e, no fim, não consigo de parar de sorrir…estupidamente feliz.
Tratam-me mal e eu não fico enervado…fazem-me perguntas estúpidas e eu respondo com vontade…Acho estranho! Sinceramente, não é normal na minha pessoa.
Leio na sondagem “ Vai-te deitar!” e só me apetece escrever mais um texto…meu deus…acho que tenho que duplicar a dose dos comprimidos, esta já não está a fazer efeito.
Acordam-me de madrugada…duas vezes seguidas…e não me atiro ao pescoço do infeliz, pelo contrário rio-me e brinco quando o ameaço…É ESTRANHO!
E estou a escrever este texto e ainda não consegui parar de sorrir da estupidez do mesmo!
Acho que atingi a fase mais feliz da minha vida…podia ser perfeita, só falta uma coisa…muito importante, que é segredo =p…mas ela virá, e nesse dia…nesse dia vou poder afirmar com toda a certeza que sou, realmente, muito feliz!
Mas, mesmo assim…nunca fui tão feliz na minha vida…tenho que agradecer a muitas pessoas, elas sabem…fica aqui o meu obrigado.


PS :Já agora…para completar a minha felicidade…Selene…não queres escrever um dos teus textos que me deixam a pensar? Queria saber se, afinal, aquela vez foi mesmo a última..se foi a despedida…Por favor? Muito agradecido *.

sexta-feira, setembro 21, 2007

Porquê???


Mas porque é que toda a gente responde “Vai-te deitar!” na sondagem??
Eu não quero dormir…a noite ainda é uma criança…e eu ainda tenho que planear o contra-ataque.


L . ( Pensando em aderir ao celibato)

L. segundo Al

O texto que se segue é da autoria da, minha mui amada, Al…ainda não o li…porque tenho alguém atrás de mim a fazer por isso. Divirtam-se…eu vou começar a cavar o buraco para me esconder.


"Preparem-se para um discurso tipo candidatura à presidência da república, com uma diferença:

Aqui só serão lidas verdades!

Em primeiro lugar, como nota introdutória :
- Eu não sei escrever. A única coisa que eu escrevia bem eram cábulas, já lá vão uns anos.
- Eu não gosto de escrever. A único coisa que, ainda hoje, gosto de escrever são relatórios incriminatórios dos mauzões de Portugal.
- O L fez-me uma promessa irrecusável, por isso é que estou a escrever isto. ( ofereceu-se para fazer o JANTAR…lembrou-se também de ameaçar ir dormir para o sofá, eu quero acreditar que fui influenciada pela primeira.)

O que me foi pedido em troca :

As palavras dele – “ Escreves um texto sobre o je…para não parecer que sou imparcial, percebes? Assim podem ler a tua versão da história!”

Então, quem é o L?
- É um mulherengo! Sim, por muito que ele negue, adora saber que conseguiria mudar de mulher todos os dias se assim desejasse. É, portanto, um conquistador com muita lábia.
- É o sentimental cá de casa. É da boca dele que nascem frases como: “ Amorzinho violento da minha vida!”, “ Tão romântico!”
- O L é a madre Teresa de Calcutá encarnada em homem. Ajuda as desamparadas todas. Mencionei o feminino porque é a maioria.
- É o Dalai Lama das mulheres de Portugal. Elas seguem-no e ele discursa e sorri ( o famoso sorriso “ Já cá canta”). É, portanto, um líder incontestável.
- Tem um fragata de chatas, melgas, e loiras oxigenadas atrás dele, não que as loiras não sejam melgas…e chatas.
- É das pessoas mais impulsivas que conheço. Palavras como “ Mafioso” não devem ser-lhe dirigidas, sobe pena de provarem um dos famosos murros e pontapés dele.
- É viciado em ginásio, kickboxing, livros, e, claro, mulheres ( não adianta negares! Eu sei), este último tem estado controlado e centrado em mim…sim LOIRAS, em mim!
- É muitooooo ciumento. E passo a contar um episódio recente :
Quem é que daqui nunca foi abordado por um fornecedor de serviços de internet?? Eu fui, ontem. Dobrei o papel, enfiei-o no meio do livro e, sinceramente, nunca mais me lembrei dele…até o L decidir descer as escadas a trote e perguntar, muito branco, “ Quem é o Rui????”. Primeiro que eu conseguisse fazê-lo acreditar na minha versão, tive que suar muito.
- É um arrogante de primeira. Nunca se sabe quando é que ele está a ser arrogante ou sincero. As pessoas que ele não gosta, não costumam ficar com muito boa impressão dele.
- Tem mau acordar. Muito mau acordar. É capaz de blasfemar contra o despertador durante largos minutos antes de o desligar…por isso é que eu tenho muito cuidado quando o acordo.
- É teimoso.
- Quem diz que os homens não choram, não conhece o L. Ele chora quando tem de chorar e ri quando tem de rir. Faz parte do charme.
- O que consegue enervar o mais calmo dos seres humanos (tipo eu), como por exemplo uma frota de pitinhas histéricas, só faz o L rir e rir. Elas adoram-no, ele nem por isso, mas ri..eu disse que ele conseguia ser arrogante.

São estas coisas que fazem com que o L seja o meu tipo de homem.

Por agora chega. Um dia destes continuo.

Dou o texto por encerrado, alguma dúvida ou pergunta dirijam-na ao Aquiles e ele avisa-me, para assegurar o bem estar físico da suas costas, porque o sofá ainda não está descartado!
Eu ando por aqui, a proteger o território das frotas inimigas de chatas, perseguidoras…sem amor à vida.

PS: Já agora...L. és o tal.

Boas Noites!


Al ( De m9 pronta a disparar!)

quinta-feira, setembro 20, 2007

Sondagem

Eu…Aquiles…mais conhecido por arrogante egocêntrico com a mania da perseguição…venho por este meio pedir a vossas excelências para dispensarem um pouco do vosso precioso tempo a responder à sondagem que se encontra à vossa direita…sim, essa mesmo.
Chamemos-lhe curiosidade profissional…Sou perseguido por essa questão há meses, também sou exagerado…porque acabei de me lembrar de tal coisa.
Respondam ou eu…eu…EU CHORO ( Costuma resultar nos filmes!)

Muito agradecido…

Aquiles o arrogante egocêntrico paranóico ( com o sorriso “ Já cá canta” provisoriamente ausente)

Uma Taça para mim...


Bem…Não sei como, não me perguntem porquê, mas este blog reles acabou de receber uma taça muito gira…dourada e tal, oferecida pela minha companheira de longas conversas…Ana , que escreve no Voar no Infinito,http://sentimentossoltos.blogspot.com/…Ela um dia ainda me vai explicar o porquê da nomeação. Obrigado Ana =D

Um dos requisitos para ficar apto ao prémio é revelar os nossos sentimentos…

Pois bem, como me sinto?


Sinto-me muito bem, a vida corre-me maravilhosamente bem…quer no trabalho, quer pessoalmente.

Sinto-me amado e respeitado e sinto-me capaz de amar e respeitar…para mim isso chega.

E sinto-me mais leve…perdi dois quilogramas ( eu escrevo sempre tudo o que digo!)..ser pai tem destas coisas…

Não vou nomear ninguém em especial…Os blogs visitados por mim sabem..considerem-se, portanto, recebedores da taça.

Selene...passo-te o testemunho...Como se sente a menina??


PS : Um dia alguém me vai explicar porque carga de água é que eu não consigo por links..

domingo, setembro 16, 2007

Eu mereço...


Eu mereço…e para que não restem dúvidas…Eu mereço mesmo!
Desde pequenino…e quando digo pequenino é mesmo pequenino, tipo cinco anos, que tento sempre ter mais e mais.
Quando entrava numa loja com a minha mãe e ela me dizia: “ L, olha um livro tão interessante! Queres que a mãe to compre?”… eu dizia sempre “ Posso levar o carro também??”. ..Conclusão: Não trazia o livro nem o carro…arriscava-me, muitas vezes, a perder os meus direitos como detentor do comando da televisão.

Agora vocês pensam…” Mas que texto parvo, como o autor! Onde é que isto vai dar??”…ao que eu respondo “ Calma! Já vão entender…”.

…o que é que eu mereço?

Eu mereço uma mulher com um feitio igualzinho ao meu!

Hoje, domingo, efectuamos, como habitual, as nossas visitas de médico à minha sogra, à minha mãe, etc…no tempo que sobrou fomos a um local muito conhecido pelos ciclistas pouco civilizados ( isto explico noutro texto)…o parque das Nações!

Agora estão vocês a dizer: “ Sim…desenvolve!”

Passo então a explicar a minha frustração…

Em plena beira-rio a minha querida mulher…AL!...decidiu parar de observar o belo espécime da raça masculina ( que para quem não sabe..ou não entende, o que é muito natural, sou eu!...nos tempos livres sou também gabarolas…convencido e arrogante!)…para comentar os espécimes menos favorecidos que nos rodeavam…

“ Ela – Ahhh! A Primavera está, finalmente, a chegar [ em tom de velho afónico].
Eu- Huh? O que é que estás a dizer? [ Fazendo-me de estúpido…ok, sendo estúpido ]
Ela – Não estou a dizer nada...[ suspiro] Que rio tão bonito!
Eu- Al…o rio não é bonito, é o rio mais sujo de Portugal…Tu acabaste de comentar a aparência daquele coxo, maneta, visgolho, com pinta de homossexual???
Ela – Eu???? Nãoooooo![ Revira a cabeça] Achas mesmo que o âmbito da pesquisa dele são os homens??”

Concluindo…Sai de casa com dois maravilhosos espécimes masculinos ( eu e o Afonsinho, claro está) e queria voltar com três…quer sempre mais, sempre mais!

Não é caso para um homem ficar com os pensamentos a mil??


…Eu sei que não, mas digam que sim só para eu ficar contente…obrigado.

sexta-feira, setembro 14, 2007


Nos últimos tempos, tenho-me visto mais como pai do que como homem, (…muitos de vocês já estão a pensar numa frase de gozo para me dizer…podem esquecer), digo isto porque tudo o que eu faço é a pensar na minha família, nos meus filhos em particular.
Há umas semanas, por brincadeira, comprei umas t’shirts em tudo iguais, menos no tamanho…dei uma ao meu filho mais velho e fiquei com outra para mim…
Conclusão: Desde esse momento que tenho um pequeno clone.
O meu imperador entrou na fase em que imita tudo o que vê. Por exemplo, se eu tiro os sapatos, ele tira os sapatos, se eu pego no copo…ele pega no copo, se eu decido vestir uma camisa preta…adivinhem…certo, ele tem que vestir uma camisa preta.
Tenho vindo a constatar que ele me imita na maneira de falar…também. Eu digo muitas vezes “ Huh?”, ele decidiu adoptar a expressão e decide dizê-la cada vez que a ouve.
Agora vocês estão a perguntar: “ Ok…e o que é que eu tenho a ver com isso?”
Simplesmente não me lembrei de mais nenhum tema para escrever e já me sentia mal por não vir escrever alguma coisa…logo, se não gostaram, aceito sugestões de temas.


PS: Eu tenho lido tudo..tenho estado calado, mas não me esqueci.

Pensamento



“Ensinarás a voar…
mas não voarás
o teu voo.
Ensinarás a sonhar…
mas não sonharão
o teu sonho.
Ensinarás a viver…
mas não viverão
a tua vida.
Ensinarás a cantar…
mas não cantarão
a tua canção.
Ensinarás a pensar
mas não pensarão
como tu.
Porém,saberás que cada
vez que voem,
sonhem,vivam, cantem
e pensem…
estará a semente
do caminho
ensinado e aprendido.”

Madre Teresa de Calcutá

Dito por uma mulher que nunca foi, fisicamente, mãe…

quarta-feira, setembro 12, 2007

Não se pode forçar o “processo” de escrita pois não? Apetece fazê-lo, quer-se muito mas, por uma ou por outra razão, não se consegue... Desta forma, deixo apenas uma música que ouvi ontem... Simples mas, na minha opinião, cheia de conteúdo...


“Man gets tired
Spirit don't
Man surrenders
Spirit won't
Man crawls
Spirit flies
Spirit lives when man dies
Man seems
Spirit is
Man dreams
The spirit lives
Man is tethered
Spirit is free
What spirit is man can be …”

Waterboys