DIVAGAÇÕES
"Liberdade sem juízo é pólvora em mão de menino"
"Liberdade sem juízo é pólvora em mão de menino"
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Aquiles
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sexta-feira, setembro 29, 2006
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"Podemos nao voltar... Mas vamos!"
Bomb.
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sexta-feira, setembro 29, 2006
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" Se evitas um problema, soldado, tornas-te um problema para nós!"
Sarg.Art.AM. "Uzi"
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quarta-feira, setembro 27, 2006
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"como um adolescente tropeço de ternura por ti"
Alexandre O'Neil
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quarta-feira, setembro 27, 2006
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O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...
Álvaro de Campos
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segunda-feira, setembro 25, 2006
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" O povo completo será aquele que tiver reunido no seu máximo todas as qualidades e todos os defeitos. Coragem portugueses , só vos faltam as qualidades"
Almada Negreiros
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segunda-feira, setembro 25, 2006
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Viva a segunda feira e a água a estalar... Viva o sol e a chuva, o chapéu de sol e o da chuva! Viva o café e a coca-cola, vivo eu e viva tu! Boa semana!
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segunda-feira, setembro 25, 2006
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Como na primeira noite, lá estava o “pinga-pinga” constante, aquele que nos coloca num estado de profundo relaxamento, que nos faz pensar no contraste entre o calor que sentimos naquele momento e o que iremos sentir se nos levantarmos de imediato, que, quase, nos obriga a permanecer debaixo dos lençóis, a esquecer mais um pouco o mundo exterior.
Pensar que naquele momento não queríamos estar em mais lado nenhum, não queríamos nada mais, ninguém mais. Sentimos aquele desejo de estar apenas parados, a pensar em nada e em tudo, a olhar para todo o lado e apenas ver quem o nosso olhar teima em fixar.
Lá fora tudo parece parar, a vida está cá dentro, todo o segundo é importante, tudo assume proporções extremas, mas tudo adoramos.
Olhamos o relógio, o tempo passa, afinal… Um ultimo suspiro, um toque e um sussurro… “É hora de acordar”…
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quinta-feira, setembro 21, 2006
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O paradoxo do novo objecto, com aquela forma arredondada, com o peso inferior a o de uma moeda, consegue despertar tantas emoções, tantas “responsabilidades”, tantas alegrias…. Parece pesar tanto e conscientemente pensamos “ Nada irá ser como antes”.
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quinta-feira, setembro 21, 2006
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Hoje estou demasiado cansado para pensar... Doi-me o pé...
Fica para amanhã...
Música para a Isabel, amiga da minha protegida Filipa, está com defeito, mas a intensão era boa :D...
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segunda-feira, setembro 18, 2006
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Dizem os peritos que quanto menos inteligente é uma pessoa mais feliz consegue ser, ora porque não percebe que poderia ser mais bem sucedida, ganhar mais… ou porque simplesmente não perde o seu tempo a pensar em definir se é feliz ou não, simplesmente é o que é, não pensa no que nunca será.
Enquanto um médico, quanto denota algumas manchas na pela, pensa logo no pior, “É cancro! Estou a morrer!”, o individuo menos letrado pensa sempre que é uma reacção alérgica, que comeu alguma coisa estragada, que apanhou demasiado sol.
Um psicólogo, quando vê uma pessoa a chorar desesperadamente, pensa para si que esta está deprimida, que precisava de consultar um médico, ser medicada… O amigo da pessoa chorosa, ou a pessoa que por ela passa, pensa, “ Correu-lhe alguma coisa mal… Deve ter sido no trabalho, acabou com o amante…Devo dar-lhe um abraço?”
Em relação ao amor é exactamente a mesma coisa. Se perguntarmos a um jovem o que é o amor, o que é ser amado e amar, ele surge logo com milhentas histórias apaixonantes, histórias de relações principescas e de encantar, mostra o seu amor, diz o que pensa sem eufemismos ou meios-termos, para ele o amor é algo único, maravilhoso, inesquecível. Experimentem agora fazer a mesma pergunta a um adulto, ouvirão mais histórias, mas vistas do lado pessimista, não falará no beijo, falará na palavra azeda, o grito seco, na discussão acesa, não falará no que é favorável, mas sim no pior.
A minha pergunta é:
Será melhor ser ignorante ou instruído?
Grazie
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domingo, setembro 17, 2006
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"Nascemos com propensão para pecar, que é o que dá mais prazer"
Sigmund Freud
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sábado, setembro 16, 2006
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sexta-feira, setembro 15, 2006
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Não posso adiar o amor para outro século
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob as montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas
Não posso adiar este abraço
que é uma arma de dois gumes amor e ódio
Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação
Não posso adiar o coração.
António Ramos Rosa
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sexta-feira, setembro 15, 2006
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Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.
Alexandre O'Neill, No Reino da Dinamarca
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sexta-feira, setembro 15, 2006
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"Procuro a ternura súbita,
os olhos ou o sol por nascer
do tamanho do mundo,
o sangue que nenhuma espada viu,
o ar onde a respiração é doce,
um pássaro no bosque
com a forma de um grito de alegria.
Oh, a carícia da terra,
a juventude suspensa,
a fugidia voz da água entre o azul
do prado e de um corpo estendido.
Procuro-te: fruto ou nuvem ou música.
Chamo por ti, e o teu nome ilumina
as coisas mais simples:
o pão e a água,
a cama e a mesa,
os pequenos e dóceis animais,
onde também quero que chegue
o meu canto e a manhã de maio.
Um pássaro e um navio são a mesma coisa
quando te procuro de rosto cravado na luz.
Eu sei que há diferenças
mas não quando se ama,
não quando apertamos contra o peito
uma flor ávida de orvalho.
Ter só dedos e dentes é muito triste:
dedos para amortalhar crianças,
dentes para roer a solidão,
enquanto o verão pinta de azul o céu
e o mar é devassado pelas estrelas.
Porém eu procuro-te.
antes que a morte se aproxime, procuro-te.
Nas ruas, nos barcos, na cama,
com amor, com ódio, ao sol, à chuva,
de noite, de dia, triste, alegre – procuro-te."
Engénio de Andrade
de As Palavras Interditas, 1951
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sexta-feira, setembro 15, 2006
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Por vezes devemos falar das coisas que supostamente não devemos, porque as coisas que não devem ser faladas acabam, quase sempre, por serem das mais faladas e as que devem ser mais faladas não são tão bem ouvidas…. Ou algo do género.
Sabem que está provado que falar emagrece? Não? Pois, acabei de inventar.
Por esta altura já estavam os homens e as mulheres a pensar, “pois, realmente é impossível, a minha mãe/pai, namorada/namorado, está sempre a falar e no entanto tem uma boa barriguinha”
Tudo isto, e é melhor parar por aqui, para vos pedir que falem… FALEM! Discutam, bocejem, sussurrem, gritem, mas digam alguma coisa… Este silêncio está a dar cabo de mim.
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quinta-feira, setembro 14, 2006
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Não me parece, na minha inócua observação, que seja normal o tempo mudar em segundos… Ora está um calor de descongelar postas de pescada, ora está a chover…
Estamos na praia, na bela da onda, sol no horizonte, brisa marítima na cara, calor na nuca, uauuu, e de repente fica escuro, toda a gente a olhar para cima, “ Será que mudaram o cenário?”, mas não! Foi só o bendito do sol que decidiu fazer a pausa para o café…
Durante a semana estou com os meus camaradas a apanhar com o sol e com o calor nos treinos… sexta feira, calor abrasador… Sábado, dia de folga, dia de praia, levanto-me e, qual minha surpresa, que quando saio de casa de prancha debaixo do braço, está quase a chover! Depois pergunto-me, “ porque não confirmei?” pois, não confirmei porque no dia anterior estava calor, assim como no anterior e no anterior…
Depois os meteorologistas, irritam-me ( para não variar), eles têm curso ou armam-se em Maia? “ Esta noite o céu vai estar limpo… Vão para a night abanar os capacetes, sejam felizes!”… ainda não entendi porque razão em minha casa toda a gente acordou com trovoada, até o periquito!
Não sei que se passa mas, por favor, devolvam-me o Verão… Eu não ando propriamente com o fato de banho e com o gorro na mesma mala…
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Aquiles
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quarta-feira, setembro 13, 2006
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