sábado, agosto 18, 2007

Amor de Pai

Já disse aqui que tenho dois filhos…um com menos de um mês e outro com dois anos e meio...
Quando se tem que dar atenção a muita gente, algo acaba sempre por ficar para trás…neste caso tem sido o blog…peço desculpa, mas prefiro assim.



quarta-feira, agosto 15, 2007

terça-feira, agosto 14, 2007

"Emigrantices!"


Não poderia passar o mês de Agosto sem falar em ... Emigrantes!! (Consideram-se emigrantes portugueses, os cidadãos portugueses que tiverem deixado o território nacional para, no estrangeiro, exercerem uma actividade remunerada e aí residirem com carácter permanente...)


Porquê? They are everywhere!!!


E porque os admiro. É verdade. Admiro-lhes a vontade de “gozarem” o seu país de origem, o tal que os viu nascer. Passam um ano inteiro a trabalhar, uns com mais sacrifício do que outros, mas entram nas terrinhas com o coração aberto, a carteira solta, o pé mais leve para o bailarico, a goela solta, a sede assumida e a fome na barriga... ""Eu vou comer, eu vou comer, até me lambusar, porque se eu não comer vem outro e come em meu lugar..."


Experimentem ir a um baile de uma aldeia. Experimentem e sintam-se pequeninos. Ele é vê-los a dançar como se o corpo fosse elástico; conseguem fazer malabarismos com as pernas sem entornar um pinguinho do copo que seguram, religiosamente, na mão e refiro o que mais me deixa intrigada: como conseguem eles pegar nas senhoras, fazê-las rodopiar incessantemente, levantá-las, dar voltas à sua volta, e mesmo assim, não cair e não desmanchar as cabeleiras?? Mistério, sorte ou boa laca???


Querem lá saber se só dançam música pimba. É aquela que tem ritmo, alegria e letras malandras. É com elas que esboçam aquele sorrizinho maroto e piscam o olho às meninas das proximidades... E na altura dos “slows” sabem agarrar. Literalmente. E é lindo vê-los a olhar languidamente para o par e depois pousar a cabecinha no ombro...


Querem lá saber se o ouro lhes pesa no pescoço e nos pulsos. Reluz. Fica bem na indumentária escolhida meticulosamente.


Querem lá saber se exageraram no perfume francês que, de tão caro que foi, cheira-se a quilómetros de distância. Cá para mim partilho da opinião: ou se põe ou não se põe de todo. E se se põe não sejamos egoístas: deixemos que TODA a gente o sinta.


Querem lá saber se não os entendem quando misturam línguas e dizem qualquer coisa do género : “ Tu és belle e joli. Queres danser? Coladinhos?” Gosto desta “poliglotice”. É que às tantas já estamos na mesma onda e respondemos: “ Non quiero. Doem-me os pieds”...


Querem lá saber se lhes chamam “avecs”, “emigras”, “franciús” (mesmo que estejam emigrados na América) ou até os “ventania” (há muita imaginação na minha terra)...


Querem lá saber se fazem barulho. Para eles é sinónimo de cumplicidade, de comunhão, de partilha com aqueles que estiveram longe demasiado tempo. Onde há música alta, por estes dias, das duas uma: ou estamos perto de um desses festivais de Verão ou é festa de emigrante!!


E também não pensam na despedida. Vivem cada dia intensamente. Cansam-se num cansaço que faz inveja. Divertem-se numa diversão que só eles sabem construir. Nós, por cá, dizemos baixinho: “Olha-me para aquele... que figurinha... carro alugado, vê-se logo... grande penteado...” mas, lá no íntimo, sentimos orgulho daqueles que se aventuraram para além das nossas fronteiras, que trabalham arduamente e nos representam lá fora. São nossos. Hão-de sê-lo sempre porque à primeira nesga da porta escapam-se para cá...


Dou-lhes as boas vindas e prometo não me rir mais de penteados até ao tecto, de roupas do século “troca o passo”, de carros “chunguing”, de músicas em altos berros para toda a cidade ouvir, e de piropos imperceptíveis... Ok, não prometo, mas vou-me esforçar para não o fazer!!

quarta-feira, agosto 08, 2007


A noite foi praticamente passada com os olhos abertos.
Por mais voltas que desse na cama não conseguia deixar de pensar nele. A sua voz, as suas palavras ecoavam na cabeça e a proximidade do dia desejado deixava-a sem chão e ansiosa.


O dia finalmente clareou. Levantou-se e, depois de fazer todos os seus rituais matinais sempre de cabeça no ar, tomou um banho de longos minutos. Olhou para o seu corpo. E pensou como ele o veria e sentiria...
Saíu de casa, entrou no carro e fez um esforço para se concentrar quer na condução quer no percurso. Poucas horas os separavam. Um momento há muito esperado mas, por uma ou por outra razão, sempre adiado.
Chegou, estacionou o carro e dirigiu-se ao local combinado. Veio mais cedo propositadamente. Sentia que precisava de se preparar. O quarto não era grande mas já o sabia de cor... e jamais esqueceria cada pormenor. Desde as cortinas até à cor dos tapetes.


Olhou para o relógio mais uma vez e o seu coração bateu desenfreadamente. Viu-se ao espelho. Ajeitou o cabelo e a camisa pela milésima vez e optou por esperar sentada... pacientemente.


Sabia muito sobre ele, conhecia-lhe até alguns segredos e naqueles meses tinham partilhado todas as suas vidas em palavras: ditas e escritas. Apercebeu-se que nunca na vida tinha esperado por alguém daquela forma. Sentia-o tão perto e antagonicamente tão longe... desejava-o sem nunca o ter olhado nos olhos. Queria que fosse tudo perfeito. Queria ser ela sem pensar em constrangimentos porque ele, inconscientemente, a libertava e permitia que a sua alma, as suas fantasias ganhassem nova vida. Tinha esse poder!


Olhou uma vez mais para o relógio e os seus olhos pousaram nas suas mãos. Hoje estariam preenchidas com o corpo dele, com o seu cheiro, com o seu calor... quantas vezes quis que aquelas mãos fossem as dele!
Levantou-se. Sentiu os passos de alguém no corredor e o seu coração endoideceu. Ficou parada ouvindo atentamente. Tornaram-me mais próximos e mais próximos e por fim pararam. E a sua respiração adormeceu.


Alguém bate. Ela hesita. Caminha lentamente sabendo que aquelas eram, naturalmente, as horas de ambos. Apeteceu-lhe abrir a porta de olhos fechados, talvez uma forma de “temperar” o momento: primeiro a voz, depois o toque e depois, aliado a isso tudo, a imagem real dele. Mas não o fez. A mão abre a porta e o corpo recua para o deixar entrar... O seu corpo treme e as mãos não encontram posição...


Ele aparenta mais calma e tranquilidade. Aproxima-se dela, ou ela dele, não interessa. Na penumbra daquele quarto ficam frente a frente pela primeira vez. Ouvem-se as respirações de corpos imóveis que se sentem uma única vez no mesmo espaço. As mãos dela vão ao encontro da sua face. Os dedos percorrem os olhos, o nariz, os lábios e desenham as suas formas suavemente... depois tocam no cabelo e pousam no pescoço. O perfume que emana dele anestesia-lhe os sentidos e a respiração cola-se à sua... As mãos dele seguem o mesmo ritual.


São apenas segundos mas prolongados no tempo. Este parou. Cúmplice.


Os lábios tocam-se. Um beijo a medo, típico da adolescência, e quase roubado! Mas... o beijo perde a vergonha e os lábios colam-se e perdem-se apaixonadamente. Ela cabe perfeitamente nos seus braços. Sente-se protegida e feliz. Ele aperta-a contra si. E não proferem palavra. Tornaram-se inúteis e completamente desnecessárias.
A casualidade uniu-os, a oportunidade foi aproveitada e o destino cumpriu-se. Ali vive-se um amor que muitos não entenderão. Sabem-no mas entendem-no eles. É o suficiente. Aquele é o momento. Naquele quarto, naquele dia, naquela cidade, àquela hora...


... e por fim... amam-se!





sexta-feira, agosto 03, 2007

Sempre...

Sempre acreditei que o amor se faz e constrói de muitas coisas que passam pelas palavras, pelo carinho, pelo respeito, pela amizade, pela química, pela verdade, pela partilha até de silêncios...

Sempre acreditei no destino. Não sei porquê mas acredito em caminhos traçados. Se optamos por algo tem alguma razão de ser e não vem do nada. Porque estaria eu naquela sala, naquele dia e não a ver televisão ou a ler um livro como o fazia tantas outras vezes?

Sempre acreditei em pessoas especiais. Aquelas que nos abrem os olhos, que nos ensinam a ver aquilo que está para além do óbvio, do elementar. Aquelas que nos abraçam sem braços, nos beijam sem lábios e nos fazem felizes mesmo distantes... Pessoas especiais enchem uma sala. Não precisa de haver mais nada. Pessoas especiais fazem-nos sentir especiais também. Contagiam-nos e fazem com que sejamos pessoas melhores todos os dias. Num momento difícil, perante um qualquer obstáculo, sorrimos porque simplesmente e só por isso amamos alguém especial...

Sempre acreditei na química entre duas pessoas. Do prazer que sentem quando se unem. Da sensação do mundo acabar a qualquer instante e não importar nada... no partilhar e compartilhar de corpos que se amam e entregam totalmente. A liberdade de movimentos naturais que se coadunam e formam suor e calor. A cumplicidade de gestos que, mesmo descoordenados se encontram e tocam intensamente.

Sempre acreditei em beijos e abraços. São fiéis. Não enganam. Transmitem exactamente o que vai na alma, sem pudor. Não há beijos simples. Ou são o espelho de sentimentos ou então não são beijos. Os abraços exprimem carinho, força, segurança... são perfeitos! É o encaixar perfeito de um corpo no outro. É um acto que, infelizmente, se perde a cada dia... abraça-se sem apertar. Abraça-se por abraçar.

Sempre acreditei em ti. Porque me fazes sentir isto tudo: fazes-me amar-te pelas palavras, pelo carinho, pela amizade, pelo respeito, pela verdade e pela partilha de tudo o que já confessámos e, até, vivemos.
Fazes-me acreditar que o destino fez-se e desfez-se mas cumpriu o seu papel. Mesmo que amanhã nos volte a separar.
Fazes-me acreditar em pessoas especias porque tu és uma delas. Pela simplicidade, pela inteligência, pelo humor, pelo homem que és todos os dias.
Fazes-me acreditar na química, na paixão que já se instalou e existe entre nós... em palavras apenas!
E fazes-me acreditar em beijos e abraços fortes e sentidos. Porquê? Porque não há um único dia que passe sem que pense naquele beijo e naquele abraço que ainda não me deste, mas que, por incrível que pareça, eu já senti...

sábado, julho 28, 2007

O Afonso nasceu!

No passado dia vinte e quatro, pelas sete horas e vinte e sete minutos vi pela primeira vez o meu filho…é um matulão, tem mais de quatro quilos, mais cinquenta gramas para ser exacto, e tem cinquenta e cinco centímetros.
O Parto correu maravilhosamente bem, foi muito rápido, mal chegamos ao hospital fomos logo encaminhados para a sala onde, passado pouco tempo, o Afonso acabaria por nascer.
É um rapaz calminho, chora pouco, fica muito quietinho nos nossos braços, raramente começa a chorar no colo de alguém…está a começar a angariar votos para quando concorrer a presidente da republica.
Estes últimos dias têm sido muito agitados, quer para o Afonsinho que para mim e para a minha mulher…toda a gente que conhecemos quer ter a sua oportunidade de ver o menino e não conhecemos assim tão pouca gente.
O Afonso desenvolveu uma fixação pela médica…que por acaso é minha amiga hà muitos anos…sempre que a ouve começa logo a emitir o lamuriar que nós, após o ouvirmos algumas vezes, identificamos como sendo um pedido de atenção…Ficarei sempre na dívida para com ela.

Falando agora concretamente acerca das manias do Afonso…

- Dorme de dia e está acordado de noite ( estamos a trabalhar para mudar esse hábito..ontem tivemos exactamente setenta minutos para dormir depois da uma da manhã)

- Adora ficar aninhado no nosso peito ( confesso que fui eu que comecei essa mania…era a única maneira de conseguir que ele dormisse)

- Tem uma maneira de mamar muito cómica ( começa muito devagar e o ritmo vai subindo…depois diminui…os olhos acompanham a cena…quando o ritmo é lento estão fechados, quando acelera abre-os)

- Quando adormece no berço tem de ficar com a mão em volta do nosso dedo ( para nos sentir próximos)

- Quando ando a passear com ele agarra-me a camisa como se não houvesse amanhã ( É um moço que presa a segurança)

Quanto à mãe…

- Desenvolveu um fascínio por gelatina ( E é VERDADE!...Foi a primeira coisa que ela disse que queria…depois foram maçãs…)

- Não entrou em stress, nem antes, durante e após o parto ( Provando a toda a gente que é uma grande mulher)

- Não perdeu o sentido de humor em nenhum momento ( até cantou a música do Mika…numa tentativa de me gozar…só conseguiu que eu me risse [ Relax…take it easy :P]

- Não se queixa de nada

- Está sempre pronta a dar-me daqueles abraços que me acalmam e só ela consegue.

…………….Por essas e por muitas outras coisas é que eu a amo…e sempre amarei………………………

Esta está a ser umas das semanas mais felizes da minha vida…Apesar de não ser o meu primeiro filho continua a ser único e especial à sua maneira.
Agora só peço para estar sempre disponível para tudo o que a minha família precisar, pois são eles que fazem com que eu lute todos os dias pelo que acredito…quero vê-los crescer, quero crescer com eles, quero dar-lhes tudo o que tive e muito mais…quero ser o mais perfeito possível…pois os meus filhos e a minha mulher o são.


PS: Como já prometemos...a menina já está a ser pensada.

terça-feira, julho 10, 2007

ONLY HOPEBy: Mandy Moore

There's a song that's inside, filled my soul
it's the one that I've tried to write over and over again
I'm awake in the infinite cold
But you sing to me over and over and over again
So I lay my head back down
and I lift my hands and pray
to be only yours I pray to be only yours
I know now you're my only hope
Sing to me the song of the stars
of your galaxy dancing and laughing and laughing again
when it feels like my dreams are so far
sing to me of the plans that you have for me over again
So I lay my head back down
and I lift my hands and pray
to be only yours I pray
to be only yours I know now
your'e my only hope
I give you my destiny I'm giving you all of me
I want your symphony singing in all that I am
at the top of my lungs I'm giving it back
So I lay my head back down
and I lift my hands and pray
to be only yours I pray
to be only yours I pray
to be only yours I know now
you're my only hope


“Finalmente a Lua, com as suas crateras, resplandecente, iniciou a sua aparente ascensão a partir do mar, projectando um prisma de luz através das águas que escureciam devagar, dividindo-se em mil partes distintas, cada uma mais bonita do que a outra. Exactamente ao mesmo tempo, o Sol encontrava-se com o horizonte na direcção oposta, pintando o céu de vermelho, cor-de-laranja e amarelo, como se o Paraíso acima tivesse subitamente aberto as suas portas e deixado toda aquela beleza evadir-se dos seus confins divinos. O oceano transformava-se em prata dourada à medida que as cores volúveis se reflectiam nele, as águas encrespando-se e cintilando com a mudança de luz, uma visão gloriosa, quase como no princípio do mundo.
O Sol continuou a cair, projectando o seu brilho tão longe quanto a vista podia alcançar, antes de por fim, lentamente, desaparecer sob as ondas. A Lua continuava a sua vagarosa escalada, tremeluzindo em mil diferentes tons de amarelo, cada vez mais pálidos, antes de finalmente se tornar da cor das estrelas.
Jamie observou tudo isto e silêncio, o meu braço apoiando-a com firmeza, a sua respiração ofegante e fraca. Quando o céu, por fim, escureceu e as primeiras luzes cintilantes começaram a aparecer no distante firmamento do sul, tomei-a nos braços. Beijei-lhe delicadamente ambas as faces e depois, por fim, os lábios.
- É isto – disse eu – exactamente o que eu sinto por ti.”



N.Sparks in " Walk to remember"

sábado, julho 07, 2007

Tenho pena...


Tenho pena daqueles casais…daqueles casais que entram numa monotonia tão extrema…que acabam por achar normal.

Tenho pena daqueles casais…daqueles casais em que as datas são recordadas mais por obrigação que por gosto.

Tenho pena daquele casal em que o toque nada mais é que fraternal…

…tenho pena daquele homem que entra em casa, depara com a mulher com quem casou e naquele corpo não vê mais que uma amiga das horas más.

…tenho pena daqueles casais…em que os gestos são calculados, as carícias programadas…frases gravadas: “ Olá como estás? Como foi o teu dia ( beijo na testa e não esperam pela resposta).

Tenho pena daquela mulher que procura o olhar do marido e encontra-o perdido algures no passado.

… pobre do casal que relembra os momentos do passado com saudade, sem esperança…” Lembras-te como nos conhecemos? Foram anos inesquecíveis!”.

... Tenho pena, muita pena, daquele marido ou mulher que questiona continuamente “ Onde está o homem\mulher que eu amei? Como é que pude gostar de tal sujeito?”.

No fundo tenho pena de todos os que não amam e sujeitam-se a uma vida rotineira…tenho pena de ti…tenho pena dele, dela…

Tenho medo…de ficar assim com o tempo…
…vamos fazer de cada momento uma dada para recordar com prazer…vamos fazer com que cada minuto seja o mais perfeito das nossas vidas…vamos fazer que sejamos tu e eu…ou outros também…mas, prometo-te…aconteça o que acontecer, venha quem vier…terás sempre em mim um mundo teu, aquele momento em que nada mais existe, nada mais importa…apenas tu e eu…os outros, também, mas não neste mundo tão nosso.

sexta-feira, julho 06, 2007

Chefe ou o empregado?


É nestas alturas que eu não sei quem devo defender…o chefe ou o empregado?

Por um lado tenho um cargo de comando, tenho umas dezenas de homens e mulheres que respondem perante mim com uma dedicação própria dos militares…por outro, tenho de prestar contas a um oficial superior, como todos os militares mais jovens.

Quem já foi ou é tropa sabe que a primeira regra no quartel é “ Não acordar o comandante”…aconteça o que acontecer o comandante é o último recurso para tarefas de importância reduzida…mas porque é que esta regra não resulta comigo?
Continuo a achar que, como líder, me envolvo muito com os meu subordinados…saímos juntos, bebemos juntos, conversamos, gozamos de uma relação de informalidade fora de muralhas muito pouco característica dos militares…mas gozamos.

Agora falando do meu “chefe”…espero que ele não leia… É um ser desprezível. Quem já foi ao jardim zoológico consegue identificar parecenças entre o “Mr.Barrigudo” e um chimpanzé…

- Não sabe comer ( ODEIO jantar na mesa do comando!)…Não sei como faz mas consegue fazer com que metade da comida se infiltre em todos os locais menos na boca ( o que não condiz com a sua barriga de doze meses)
- Não sabe falar…
- Não sabe andar ( tem aquela maneira característica de andar dos chimpanzés…quase que leva as mãos ao chão, inclina-se para a frente e balança as ancas…imaginem por vocês)
- É grunho ( burro, idiota, iletrado…continuo a dizer que a academia onde ele andou ardeu…deram-lhe o título por pena…promoções dos cravos [ 25 de Abril] é no que dá.
- Tem a mania de deixar as acções difíceis para os subordinados ( tipo eu..[ Faça-me o favor de dizer a fulano X que vai ser suspenso] [ Acha que devemos reagir?]…
- É muito adepto do “Diz que disse” o que me enerva seriamente.

Concluindo…não é a minha pessoa preferida.

PS: Imagino o que é que os meus subordinados dizem de mim…

Chefe, mas pouco...


Já se depararam com um ser tão desprezível mas tão desprezível que só vos apetece esganá-lo???
Felizmente posso afirmar que nesta ainda curta vida (penso viver até aos 100 mas não neste trabalho), as pessoas que se cruzaram no meu caminho foram e são todas de índole positiva. Com os seus defeitos obviamente, também eu os tenho e não são poucos, mas com uma capacidade de entrega à amizade, ao respeito e sinceridade, valores que eu, fundamentalmente, comungo. Mas perdoem-me a sinceridade: há situações em que engolimos muitos deles.
Odeio gente hipócrita. Gente que se esconde atrás de uma cara que não tem. Gente que mente descaradamente para conseguir atingir objectivos. É que parece digno de uma novela mas é a pura realidade deste ser desprezível de que vos falo. É um chefe... mas pouco!! Porque não tem carisma, porque não defende quem trabalha, porque não zela pelo bom ambiente e porque o sucesso dos outros é seu.


Primeiro ponto: é chefe. Provavelmente pensará que logo aí tem o direito de interferir na personalidade de cada um. De fazer o que lhe apetece, quando lhe apetece mesmo que, todos, e repito, todos, lhe digam educamente que a ideia é péssima e pouco prática.


Segundo ponto: é mulher. Este factor, torna-o um ser ainda mais perigoso. Para além de exigente é fria e calculista (acredito piamente que não o somos todas). Uma mulher nunca cai sozinha. Um homem assume o erro sozinho (acredito piamente também que nem todos o façam). Uma mulher arranja alguém para culpar pela falha, nem que seja a pobre da senhora da limpeza que deixou cair os papéis que estavam, caoticamente, espalhados na secretária do seu gabinete. Um homem chefe perdoa mais facilmente um deslize; uma mulher chefe não perdoa e se, por alguma eventualidade o faz, garanto-vos que não esquece.


Terceiro ponto: é um ser só. E gosta de o ser porque nunca foi de outra maneira. Desconhece. Conclusão: todos os seus subordinados têm que ter a sua capacidade de entrega ao trabalho nem que isso implique entrar às 9 da manhã e sair às 9 da noite. Não tem família e como tal nunca entenderá que mulheres como ela, por exemplo, tenham marido, filhos, tarefas domésticas e tempo familiar. É um ser desprezível porque não respeita a individualidade de cada um, impondo-se, valorizando apenas e somente os seus semi- princípios. Mesmo antes desta coisa da “Flexissegurança” já esta senhora praticava muitos dos conceitos base no meu local de trabalho. E agora que falo nisso interrogo-me: “_Humm, há dedinho dela neste novo modelo de trabalho! Segunda-feira, secretamente, falarei sobre isso... aos aliados!!”

E o difícil?? O difícil é fazer com que tudo isto nos passe ao lado; é complicado imaginar que o dia de amanhã será melhor, até porque é muito pouco provável que o seja. Intolerável é ouvir determinadas palavras e tecer um comentário educado e coerente. E é um acto heróico esboçar um sorriso. Não há empregos nem trabalhos perfeitos. Sei-o. A maturidade faculta-nos armas de protecção e de salvaguarda e proporciona-nos a calma suficiente para contarmos até dez, lentamente, e agir com serenidade. É a parte do engolir, a parte da aniquilação do nosso “eu” porque todos temos uma vida lá fora, com responsabilidades com as quais não podemos falhar nem por um milímetro! E depois, olhamos à volta, e em vez de um ser desprezível, aparece outro... e talvez ainda outro...
Mas alguém me explica porque razão um tomate podre dentro do frigorífico, rodeado de tomates frescos e brilhantes, de um dia para o outro contagia todos os que se encontram perto de si e os aprodece???? [Ok, devia ter pensado noutro fruto (sim porque o tomate é um fruto do tomateiro e não um legume como muitos pensam) mas nada mais me ocorreu]. Com maçãs seria bem mais simpático...

Enfim, contagiada pelo mau humor nada próprio de uma sexta-feira, resta-me escrever que neste momento sinto inveja de todos aqueles que, ao ler este texto, estão a dar graças a Deus pelo chefe chatinho que têm.

Uma Analogia...

Decidi. És uma montanha. Pensei e repensei em algo com o qual te pudesse relacionar e tornou-se tarefa difícil demais... Teria de ser algo natural, alguma coisa do mundo da natureza sem mão do Homem pelo meio... É assim mesmo que eu te vejo: simples, sem artificialismos, natural e livre. Como uma montanha.
Uma montanha alta! De difícil acesso para os menos atentos e repleta de surpresas. Esta montanha, que és tu, tem uma estrada! Sinuosa como todas as estradas montanhosas mas sem ser perigosa... é estreita o suficiente para passar apenas um carro de cada vez. Um sentido único que atravessa a montanha e termina no cume. Presumo eu que lá de cima se consiga avistar o mar, as nuvens, e à noite a lua e as estrelas. No entanto, creio que este caminho é o mais fácil, mais sinalizado e o mais perceptível. Por aqui, provavelmente, teremos consciência das curvas perigosas, dos abismos, das pedras que se atravessam e às vezes caem dos socalpos, da velocidade mais ou menos controlada...
Mas há ruas escondidas, ruelas que não se encontram no mapa, caminhos não traçados que, apesar de chegarem ao mesmo destino, levam mais tempo, mais esforço físico, mais coragem, mais paciência, mais curiosidade e desenvoltura... sinto que, quem se atrever a galgar este terreno desconhecido, consegue entrar na alma e coração da montanha e, com certeza, descobrirá a magia de determinadas palavras, sentimentos adormecidos, musicalidade... Os mais audazes chegam ao cume da montanha, exaustos mas felizes!!
Numa paisagem mais ampla, encontras-te perfeitamente enquadrado entre todas as outras montanhas. Aliás, ao longe, pareces-te exactamente igual às que te rodeiam. Porém, um olhar mais observador poderá reparar que, curiosamente, é atrás da montanha que és tu, onde, todos os fins de tarde, o sol se esconde...

quinta-feira, julho 05, 2007

Brian Adams

A pergunta que vai dar origem ao post…conhecem a música “The Only Thing That Looks Good on Me Is You" de Brian Adams? Ok…se não conhecem passam a conhecer.

“I don´t look good in no Armani Suits
No Gucci shoes - or designer boots
I´ve tried the latest lines from A to Z
But there´s just one thing that looks good on me

The only thing I want
The only thing I need
The only thing I choose
The only thing that looks good on me...is you

I´m not satisfied with Versace style
Put those patent leather pants - in the circular file
Sometimes I think - I might be lookin´ good
But there´s only one thing that fits me like it should

The only thing I want
The only thing I need
The only thing I choose
The only thing that looks good on me...is you

Ya it´s you - it could only be you
Nobody else will ever do
Ya baby it´s you - that I stick to
Ya we stick like glue

The only thing I want
The only thing I need
The only thing I choose
The only thing that looks good on me...is you”

Todos os momentos, bons ou maus, têm a sua banda sonora…posso já dizer que se ouvir a música do Mika…”relax” que fico possesso…marcou um momento difícil.


Voltando ao tema…se tivesse que fazer uma banda sonora para a minha vida, Brian Adams seria um dos cantores mais activos, esteve sempre lá, espero que sempre esteja. Esta música em particular deve ter marcado o meu momento de mudança…aquele período em que sentimos que temos de assentar…ela estava lá e sempre que a ouço lembro-me daquele momento único.

PS: Não me ponham MIKA!

terça-feira, julho 03, 2007

Uma destas manhãs (estou a ficar sem títulos)


Aquiles contagiaste-me... é que acredito que esta coisa das manhãs complicadas é problema comum. As minhas não são excepção. Todos os dias acontece algo novo e, dessa forma, nunca poderei afirmar que tenho uma vida monótona. Não o é. Mesmo.
Creio que este texto seria tão mais fidedigno se resolvesse, tal como Saramago, não utilizar nem vírgulas nem pontos finais... talvez assim conseguissem entender na perfeição a rapidez e velocidade dos meus movimentos matinais... mas, provavelmente, isso não interessa nada e, além disso, nunca fui grande fã desse senhor.
Aquele dia era importante. Uma reunião que poderia decidir muita coisa. Conclusão: noite mal dormida, nervos em franja. Não tenho despertador. Quem me acorda, todas as manhãs, de Inverno ou de Verão, dia de semana ou não, faça chuva ou sol, é a minha cadela. Dorme ao meu lado na cama dela. Impreterivelmente às 6,45h, lá está ela pronta para a lambidela e para a festa. Salto da cama, literalmente, agarro numas calças de ganga, numa t-shirt e fujo dali com ela pela mão. Quando a porta da rua abre ainda eu estou a dormitar... E, como ainda estou com um pé na cama, dou folga à trela da menina... puxa-me e foge. Abro finalmente os olhos. Jogging. Sem querer. Meus senhores: a melhor forma de fazer exercício é arranjar um cão.
Atrasada, claro. Subo, dou-lhe de comer, corro para a casa de banho, duche, cremes (ele há hábitos que não se perdem nem que o mundo esteja para acabar), visto-me, dispo-me, visto-me novamente, uma coisa que alguém chama de maquilhagem (eu chamar-lhe-ía outro nome, mas, caramba, mulher que é mulher faz uns riscos), corro para a cozinha, bebo um iogurte só com uma mão (a outra está sempre a impedir que a cadela me salte e faço danos na indumentária matinal), agarro nas chaves do carro e de casa, fecho a porta e, já no elevador, rezo para que ninguém se tenha lembrado de encostar, amistosamente, o seu carro a outro.
Caminho para o carro com a velocidade que me caracteriza. Não que ande sempre com o tempo contado mas antes porque foram muitos anos a acompanhar o passo da minha mãe. Sinto que, de um momento para o outro, um dos meus calcanhares deixou de sentir o chão. Pensei no pior e o pior aconteceu. Olho para trás e lá estava ele. O tacão preso entre duas pedras da calçada. Agarro-o, não sai. Puxo com mais força, nada. Praguejo e já vermelha de raiva, agarro-o com as duas mãos. Venceu-me. Com um andar renovado, subo, troco de calçado, desço, abro a porta do carro e, mais uma vez, desejo fervorosamente que a ponte que me separa de Lisboa não esteja entupida.
Que mais poderia acontecer, pensarão vocês?? Pois é, comigo tudo é possível, principalmente quando corro contra o tempo.
Portagem. Fila. Impaciente bato com os dedos no volante e nem o Pedro Ribeiro me anima. Resmungo contra a minha preguiça, já devia ter tratado da Via Verde. Nem ouço a música que, por esta altura, já está baixa para não me irritar mais. A minha vez. Entrego o cartão ao senhor e, naquele milésimo de segundo em que os nossos dedos se tocam, o maldito cartão cai. Carro à frente, a porta não abria tal era a proximidade entre nós e a cabine. “Menina, acabou de pisar o cartão. Mais à frente um pouquinho!” E assim é. O carro mais distante e saio, apanho o cartão, que entretanto tinha mudado de cor e, estupidamente, entrego-o. Não funciona, claro. Outro cartão. Faço estes movimentos todos com rapidez e sem nunca olhar para quem se encontra atrás de mim, na fila. Não quero ser fulminada logo pela manhã até porque não posso faltar a esta reunião.
Pago e arranco a grande velocidade. Confesso que não gosto de andar devagar mas, nesse dia, voei...
Finalmente, depois destes precalços todos, cheguei. Estava atrasada 30 minutos. E enquanto me sentava, desculpando-me pelo atraso, e esperava pelos restantes atrasados, pensei que realmente há dias em que devia ser proibido sair de casa...
A reunião correu bem. E, mais tarde, quando cheguei a casa, o tacão partido ainda lá estava à minha espera. Baixei-me e sem esforço algum retirei-o. Com calma tudo se consegue, disso tenho a certeza, mas clareza de espírito é coisa que me falta nas primeiras horas do dia.

segunda-feira, julho 02, 2007

A minha vida é um filme!


Acordo com aquele som estridente do despertador ( porque é mesmo estridente…não havia aparelho mais poderoso que aquele…a minha mulher tem de ouvir sirenes logo pela manhã), minuto puxa minuto…mais um bocadinho ( digamos vinte minutos), considerando que o despertador toca de três em três minutos depois da activação ( muito toque…), lá sinto o carinhoso toque da minha amada ( é mesmo ao encontrão) e a voz chega-me ao ouvido “ Levanta-te JÁ! ( desce o tom) ou desliga o despertador ( sobe o tom) OU EU PARTO-O!!”, convencido, pelo seu bom humor matinal, assustado, pela hipótese de o Afonsinho decidir que está na hora, levanto-me ( depois de desligar o despertador e exigir o meu cumprimento oficial! Porque encontrões não me alegram!)…Próxima paragem duche ( onde apanhei com a água gelada nas costelas [ relembrando-me que preciso de mandar a caldeira para o jardim do vizinho]…desfazer a barba…( não sei como é que não me cortei)…olho para o relógio e, digamos, estava muito, muito, mesmo muito atrasado…corri para a cozinha… patinando nos tapetes ( malditas inutilidades…outra coisa que tenho que mandar para o jardim do vizinho)…chegado à cozinha começa o dilema…o que é que vou comer em dois minutos??...Conhecem os iogurtes Puro da danone? ( ou algo assim..), pois bem, foi a minha escolha…Aquelas mensagens alegram-me sempre o dia! Hoje foi “ Não comas à pressa campeão!”, considerando a ocasião, até veio a calhar…( giro giro é quando pegamos num iogurte de pêssego e a mensagem é “ Beijos de banana…”…ou quando acordamos com a nossa mulher a dizer “ Ohhhhhhhh Luís… [ seguido do barulho dos meus passos e da, já decorada, pergunta, “ Vai nascer????”] … O homem dos iogurtes está a fazer-se a mim!”)…Finalmente despedi-me da minha mulher e lá saí a acelerar pelas ruas de Portugal.

Toda a manhã correu bem, considerando o despertar…quando me vinha a vir embora oiço aquela vozinha irritante do meu superior…” Então Capitão? Não consegue deixar o quartel durante as férias?” ( é tão engraçado! Não apetece dar carícias a alta velocidade??”)…mais dez minutos de conversa de conveniência…quando já estou a entrar no parque de viaturas ouço outra voz…” Luís podes assinar o meu relatório?? Vá lá..”, ao que eu respondo: “ Pede ao coronel..”…” Não pode”…” Pede ao outro capitão”, tento eu…” Não sabe!”…” Não sabe assinar??? Ai a minha vida!”, lá vou assinar aquilo que não mandei fazer…quando regresso ao parque de viaturas e entro no meu carrinho…saio dali com tanta pressa ( mal fechei a porta) e começo a dirigir-me para casa…

Cem metros depois…não mais que isso ( ainda via o guarda!!) começo a ouvir a sirene…emergência!
Imediatamente o telefone toca!
Marcha atrás ( porque ainda o podia fazer)…entro no quartel, o guarda com cara de sono…e eu a pensar “ É bom que Espanha nos esteja a invadir!”
Conclusão…Foi um erro técnico ( por outras palavras…a sirene tem de ir para o quintal do vizinho!)

Agora estou aqui…a minha mulher até me recebeu bem…vamos ver como acaba o dia!

domingo, julho 01, 2007

Notícias


Pois bem…( sou só eu que acho que tenho uma forma estranha de iniciar os posts??)…retomando…Muita gente ( pronto, duas ou três pessoas) devem estar a perguntar-se porque razão não tenho escrito nada, já que eu próprio afirmei que tinha tempo de sobra ( se não se lembram de eu ter dito tal coisa finjam que sabem para eu me sentir bem)…


Venho por este meio aconselhar:
- Nunca…Nunca digam que têm tempo demais!
- Nunca digam que têm tempo demais…
Finalmente:
- Nunca digam que têm tempo demais!

Porquê? ( perguntam, muito bem, os excelentíssimos leitores…)
- Pode dar-se o caso do vosso companheiro\a ler e achar que vocês têm que começar a fazer algo mais em casa.
- O vosso chefe pode ler e achar que as férias estão a afectar a capacidade intelectual do funcionário ( “ Desocupado?? Vamos já tratar disso…Ohhh Cunha liga para o Capitão…[Cunha…cinco euros por ter falado em ti])

Falando do meu caso em particular…

A minha vida gira em volta do tudo e do nada…muita dor ou nenhuma dor, muito trabalho ou nenhum trabalho…eu nem digo o resto…então veio tudo ao mesmo tempo! Passo a explicar…
Quando já me estava a preparar para começar com as reparações da casa ( a linha que separa a reparação da destruição é ténue)…quando já começava a gostar de ver as séries da Fox ( Quando finalmente consegui perceber OC!!)…surgiu um trabalhito ( entenda-se que o sufixo “Ito” é para atribuir à frase um certo eufemismo)…eis que toca o telefone: “ O Coronel disse que é uma coisa simples” dizia o Cunha( e vão dez), tentando conferir à expressão uma certa calma…Digamos que de simples não têm nada…estou, digamos, de rastos.

Boas notícias…
-Acabarei o trabalho antes do meu filhote aspirar a primeira golfada de ar…( esta é sem dúvida a melhor notícia)
- Safei-me de algumas tarefas em casa ( quer dizer…adiei)

Más notícias…
- Já não percebo nada de OC… novamente ( a última vez que vi a personagem que me começava a intrigar tinha morrido…é triste…fiquei triste!)
- Estou todo dorido!
- Não vou poder ir à praia tão cedo…

Meus caros leitores…prometo tentar escrever alguma coisa brevemente ( eu até sei que nem fazem muita questão…mas finjam que sim…já me chegam as desilusões com a série…é que fiquei mesmo chateado!!)

Saudações Cordiais! ( Ou seja…abraços de partir costas para os moços…e, digamos, um beijinho às meninas [ sem carícias a alta velocidade (estalos) de seguida…ouviste AL????])

Até uma próxima…talvez amanhã.

domingo, junho 24, 2007

Novidades

Nestes últimos dias tenho tido muito tempo desocupado… o que é que um homem faz quando está desocupado? Inventa…pois é isso que eu estou a fazer aqui no blog.
Agora temos rádio…Digo já que não conheço a estação emissora, da discrição parecia a melhorzinha na minha opinião…ou seja, não me responsabilizo por possíveis danos no canal auditivo.
A publicidade enerva-me, mas pronto…Quando se começa a inventar acabasse por estragar…Ups

quinta-feira, junho 21, 2007

Frases famosas...

“Quase sempre as mulheres fingem desprezar o que mais vivamente desejam” , Shakespeare – Não se nota logo que foi um homem que a escreveu??? É que há “nãos” que só podem ser lidos como tal... não há engano possível!!
“Meu ideal político é a democracia, para que todo o homem seja respeitado como indivíduo e nenhum venerado” – Oh Einstein, devias viver cá em Portugal pá. É que aqui há Democracia mas ninguém é respeitado. E venerados há muitos: principalmente dirigentes de futebol.
Se se quer ser alguém, deve venerar-se a própria sombra”, Nietzsche – e em dias nublados e de chuva hã???
“Que vantagem têm os mentirosos? A de não serem acreditados quando dizem a verdade.”, Aristóteles – Pára tudo. Onde está a vantagem mesmo????? Não percebi Tótlezinho. Adiante.
Se não há café para todos, não terá para ninguém”, Che Guevara – O conceito é bonito. E dizer isso lá no local do trabalho????? É um ver se te avias...
“O homem que trabalha somente pelo que recebe, não merece ser pago pelo que faz”, Abraham Lincoln – Deus queira que os patrões deste país não leiam esta frase eloquente.
“O que nos salva é dar um passo e outro ainda”, Saint-Exupéry - Claro, dependendo do sítio onde nos encontramos. Imaginem uma falésia...
“A simpatia consiste em amar as pessoas mais do que elas merecem”, Joseph Joubert – Já lhe ouvi chamar muita coisa... nunca “simpatia”...
“Um sorriso falso é como um cheque sem cobertura,” Jô Soares – Conheço algumas pessoas sem credibilidade bancária...
"Se me obrigassem a dizer porque o amava, sinto que a minha única resposta seria: Porque era ele, Porque era eu” Michel de Montaigne – Uma resposta clara. Quase tão boa como “Porque sim.”
"Não são os outros que nos dão oportunidade, nós é que temos que buscá-la” , Alfieri - Terá este senhor ouvido falar no “Factor C”???
"Dado que o homem é o único animal que bebe sem sede, convém que o faça com discernimento" Farnoux-Reynaud - E é a falta de discernimento que o torna um homem.

terça-feira, junho 19, 2007

Mundo!!


Foi criado um mundo paralelo. Ao real. Porém, este mundo é caracterizado por ser quase tão real como a realidade. Vive-se, respira-se, sente-se, sonha-se...
Neste mundo, criado por ambos, não há casas, nem carros, nem passeios, nem pessoas... apenas janelas! Uma sala enorme, duas cadeiras frente a frente, pouca luz artificial, já que pelas janelas entra a luz suficiente para os guiar. Não lhes importa quem são, apenas o que sentem. Não lhes importa o passado nem o futuro, apenas o presente. Nem sequer lhes importa como se sentem, apenas o facto de se sentirem.
No mundo paralelo de que vos falo não há tempo, nem constrangimentos, nem vergonha, nem limites, nem meias palavras ou meias frases, nem silêncios, nem vozes circundantes, nem ruído... apenas música que acompanha a veracidade destes seres que são aquilo que, na verdade, são. E livres de o serem. Fazem ligações directas entre pensamento e a palavra dita ou escrita. Não pensam interiormente. Ambos o fazem automatica e espontaneamente... entregam-se porque se querem. E querem-se porque a cada minuto, que não existe, se entregam mais...
Este mundo paralelo que foi criado, e que quase ninguém sabe que existe, é feito de histórias passadas, só aquelas que merecem ser contadas; de sorrisos; de tristezas que duram segundos que não são contados; de partilha de sentimentos novos e desconhecidos, porém, intensos; de carícias e mimos; de confissões profundas e sentidas; de surpresas; de descontracções físicas e mentais...
É um mundo pequeno. Novo. Pode até ser um mundo insignificante e comum... Não é isso que realmente interessa. É deles e só deles.
E se mais nada possuirem daqui para a frente, num futuro sobre o qual nunca falam, pelo menos terão a certeza de que, ali, naquelas horas que existiram sem minutos ou segundos, foram felizes...

segunda-feira, junho 18, 2007

Uma breve reflexão sobre: Os Agricultores… porque eles alimentam/ comem o mundo…


Hoje acordei para criticar tudo e todos…Será que me estou a transformar no Saramago??
Enquanto estava perdido a ver as notícias, a minha atenção foi chamada a intervir…fixei o ecrã, num daqueles minutos raros em que não se fala do Pinto da Costa, da OPA do Benfica, ou da Madeleine ( que é o único assunto que na minha opinião ainda merece um pouco de antena…embora esteja a tornar-se exageradamente mediático)…retomando, num desses momentos em que se discute alguma coisa nova falaram de Agricultura.

Pois bem, começando com as questões…
Lembram-se de existir algum ano próspero para a agricultura em Portugal??
Já ouviram algum agricultor a dizer que a produção foi muito acima das suas expectativas?
Algum agricultor doou parte dos seus excedentes a alguém que não eles próprios e as suas famílias?
Muda o ano, não muda a cassete. Todos,e quando digo todos são mesmo todos,os anos os agricultores de Portugal têm alguma queixa:

- Choveu muito;
- Choveu pouco;
- O Verão chegou muito cedo;
- O Verão chegou muito tarde;
- Foram atacados por pestes;
- As sementes não pegaram;
- etc., etc.…

Existe alguém mais infeliz e insatisfeito que um agricultor? Conhecem alguém com mais argumentos que um agricultor?? Conhecem alguém mais *****( a palavra que antecede este aviso não pode ser pronunciada por mim…temos pena).
Se chove... querem indemnizações por causa das inundações… se não chove querem que o estado os indemnize pela seca…se arde o estado tem que reconstruir as casas ( sim, porque foi o estado que não limpou a mata…em frente da casa do agricultor!)…Eu acho que se tiverem produção a mais vão pedir uma indemnização por não terem a quem vender tanto produto!
Resumindo, o estado ( através dos nossos impostos) paga por tudo e por nada indemnizações aos agricultores…e depois o estado é mau…eu continuo a defender que o estado é “burro”…porque isto de dar indemnizações e não ver nada em troca é…um bocado mau…

Agora vou pensar no que vou criticar mais tarde.